sábado, 30 de maio de 2009

Bloc Party - Intimacy



Demorei muito para escrever sobre este álbum. Na verdade demorei muito para escutá-lo com calma.

Já postei aqui sobre o álbum anterior do Bloc Party, Silent Arm, e no post escrevi que a banda faz um som “inacreditável”. Repito a expressão nesse post. O som deles é realmente diferente de tudo que há por aí. Há uma ousadia, uma quebra de padrões e uma mistura de elementos que raramente, mas raramente mesmo, se vê por aí.

O álbum abre com a louca “Ares” que vem seguida de “Mercury” e ambas não fazem meu estilo. O rock pesadão “Halo” é para mim a primeira boa do álbum, forte, acelerada e tensa! Em seguida vem “Biko”, maravilhosa, lenta e com uma dinâmica de dar gosto, colocando a bateria eletrônica como estrela da música do meio para o fim.

Depois temos a ótima “Signs”, mas “Talons” é ainda melhor. Rola um xilophone brincando numa melodia separada da voz, junto com uma guitarra nervosa que fica só marcando no meio da música, para entrar com raiva no refrão. O jogo xilofone versus guitarra é espetacular.

“Íon Square” é boa de ouvir e em “Letter To My Son”, o Bloc Party mostra toda sua diversidade, produzindo um sonzinho meio surf music, com violão e guitarra dedilhada, bem diferente do restante do álbum.

O final apoteótico acontece com o eletro-hit “Flux”, com direito a tudo que a música eletrônica de hoje oferece.

Como tudo que é muito bom, não é para todo mundo. Tem que ser escutado com calma, sem pressa, sem muita gente por perto.

  Biko by Bloc Party on Grooveshark


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