domingo, 29 de novembro de 2009

John Mayer - Battle Studies


John Mayer nasceu em 1977 e seu primeiro álbum “Insides Wants Out” é de 1999, depois vieram “Room For Squares” (2001), “Heavier Things” (2003), “Continuum” (2006) e este “Battle Studies” de 2009 e é dele que vamos falar.
Espera-se muito de um artista talentoso e multipremiado, e é com essa expectativa que coloco para tocar “Battle Studies”. Logo na primeira faixa já dá para perceber que há uma pasteurizada no som, pois “Heartbreak Warfare” é reta e sem ousadia e a impressão prossegue na seguinte “All We Ever Do Is Say Goodbye”, que soa como música de filme romântico americano. A terceira música, com participação da Taylor Swift, é o hit do álbum e onde se escuta ao longe sua potente guitarra querendo dar as caras, mas fica nisso, uma baladinha legal com um riff legal.
A partir daí, o álbum melhora um pouco, com a melodia ótima na lenta “Who Says” e, enfim o conhecido John Mayer aparece com sua guitarra um pouco mais alta em “Perfect Lonely” e resolve fazer um pouco diferente e quebrado em “Assassin” que começa bem lenta mas no fim cresce. "Crossroads" é diferente e interessante e em seguida o álbum volta à “segurança” das baladinhas na boa de ouvir “War of MyLife”.
Nas três últimas, JM resolve seguir o estilo que define o álbum: músicas para trilha sonora.
Este “Battle Studies” está longe de ser um álbum ruim, mas é um álbum para cumprir tabela, daqueles que você pode colocar no carro, ou no fone do avião para ouvir fazendo alguma outra coisa. John Mayer fica devendo.


Half Of My Heart by John Mayer on Grooveshark

domingo, 25 de outubro de 2009

Regina Spektor - Far



Já escuto este álbum há algum tempo, mas não tinha parado para ouvir com calma. Mas antes de falar dele, preciso dizer que eu gostei do primeiro álbum da Regina Spektor, porém ele me trouxe dúvidas de quem seria ela e que tipo de som ela realmente fazia. Explico: o álbum “Begin To Hope” , seu primeiro trabalho não independente, fica no meio do caminho entre o independente e o imaturo. Por isso este novo álbum se torna importante para que eu forme opinião sobre ela.
Pois então, tive uma excelente surpresa ao escutar este álbum. Regina Spektor é ótima, tem uma linda voz e sua música é criativa. Ela anda com naturalidade por diversos estilos mas sempre baseando sua música em um bem estruturado arranjo de piano.
Nascida na Rússia, emigrou para os EUA onde foi considerada superdotada tocando piano clássico. Extremamente influenciada por música russa e clássica, Regina considera seu som uma mistura dessas músicas com folk, rock e jazz (ela ainda inclui Hip Hop e Punk). E realmente sua música é bem difícil de classificar, mas fácil de gostar.
Este álbum (Far) conta com 13 músicas das quais gostei bastante de 7, uma boa média, e quase todas que eu gostei “brincam” com o ritmo e isso para suas músicas faz toda diferença.
RS faz uma música de ótima sonoridade e, se o seu primeiro álbum era para ser escutado de dia, num dia de sol e bom humor, este novo já dá para se ouvir em ocasiões menos festivas, há mais tensão nas músicas e suas letras estão mais fortes. (hey made it past the enemy lines
just to become enslaved in the assembly lines)
É conferir aí embaixo “Blue Lips” que com sua voz macia e marcação forte, dá uma perfeita idéia do que é o som dela.

Blue Lips by Regina Spektor on Grooveshark

sábado, 19 de setembro de 2009

Silversun Pickups – Swon



Tenho escutado essa banda já há algum tempo, mas devido ao meu pequeno recesso no blog, só posto agora.
O SSPU, como são também conhecidos, é um quarteto de Los Angeles e é classificado como uma banda de Indie Rock (aliás, hoje tudo que é diferente acaba sendo Indie Rock) e já estão no terceiro álbum, que é esse Swon, de 2009. Antes eles lançaram Pikul (2002) e Carnavas (2006), que foi quando ganharam mais notoriedade devido à inclusão da ótima “Lazy Eye” no jogo Gutar Hero.
Nesse álbum, Swon, ouvimos uma banda madura e ciente do som que faz, sem exagerar em nenhum dos elementos e explorando a sonoridade diferente da voz de Brian Aubert de forma primorosa. O som doce fica ácido e volta a ser doce com naturalidade. Há uma sensualidade flutuando o tempo inteiro na música com linhas de baixo bem feitas e riffs de guitarra aparecendo o tempo todo.
As faixas “Growing Old Is Getting Old” e “Catch & Release” são viciantes e resumem bem o som da banda, mas o álbum ainda conta com as ótimas “It's Nice To Know You Work Alone”, “The Royal We”, “Panic Switch”, “Draining” e “Substitution”.
Enfim, Brian Aubert (guitarra e voz) Nikki Monninger (baixo e voz) Joe Lester (teclados e mixer) e Christopher Guanlao (bateria), nos oferecem um álbum, com 10 músicas, moderno e diferente, que deve ser escutado do início ao fim.
Abaixo, o som de Catch & Release !!

Catch And Release by Silversun Pickups on Grooveshark

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Manifesto Movimento Música para Baixar


Circula pela Internet um abaixo assinado que defende a música livre. Eu concordo plenamente com o papel dos "divulgadores", antes chamados de "piratas". Sempre defendi essa posição, afinal de contas 99% das bandas que eu consumi nos últimos tempos eu conheci através da internet.

A idéia original do manifesto é do blog do Leoni e do Marcelo Pereira http://musicaliquida.blogspot.com/ e a página para assinar é:


http://www.petitiononline.com/mpb/petition.html


Segue abaixo o manifesto na íntegra:

To: Para todas as pessoas que entendem o novo mundo da música

Manifesto Movimento Música para Baixar

"É a partir do surgimento da democratização da comunicação pela rede cibernética, que a conjuntura na música muda completamente.

Um mundo acabou. Viva o mundo novo!

O que antes era um mercado definido por poucos agentes, detentores do monopólio dos veículos de comunicação, hoje se transformou numa fauna de diversidade cultural enorme, dando oportunidade e riqueza para a música nacional – não só do ponto de vista do artista e produtor(a), como também do usuário(a).

Neste sentido, formamos aqui o movimento Música para Baixar: reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na Internet.

Quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais.

Temos por finalidade debater e agir na flexibilização das leis da cadeia produtiva, para que estas não só assegurem nossos direitos de autor(a), mas também a difusão livre e democrática da música.

O MPB afirma que a prática do “jabá” nos veículos de comunicação é um dos principais responsáveis pela invisibilidade da grande maioria dos artistas. Por isso, defendemos a criminalização do “jabá” em nome da diversidade cultural.

O MPB irá resistir a qualquer atitude repressiva de controle da Internet e às ameaças contra as liberdades civis que impedem inovações. A rede é a única ferramenta disponível que realmente possibilita a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade de pensamento.

Novos tempos necessitam de novos valores. Temas como economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa são aspectos fundamentais para a criação de possibilidades de uma nova realidade a quem cria, produz e usa música.

O MPB irá promover debates e ações que permitam aos agentes desse processo, de uma forma mais ampla e participativa, tornarem-se criadores(as) e gestores(as) do futuro da música.

O futuro da música está em nossas mãos. Este é o manifesto do movimento Música Para Baixar."
http://www.petitiononline.com/mpb/petition.html

sábado, 18 de julho de 2009

Butterfly Boucher – Flutterby

Ouvi uma música do novo álbum dessa cantora australiana, gostei, e resolvi ouvir o primeiro álbum inteiro.

Vivo repetindo aqui que gosto muito de cantoras, gosto de rock e de melodias bem trabalhadas, ah, e gosto também de elementos diferentes e novos. Essa frase acima resume o que é o som de Butterfly Boucher e explica porque gostei tanto dela.

O álbum tem 12 músicas e 8 boas músicas. As quatro que ficam de fora, só ficam pois são músicas lentinhas demais para uma cantora com tal vocação para o rock.

Pra começar “Life is Short”, forte e com bom refrão, resume o que vem pela frente e prepara para a ótima “Can You See The Lights” que com uma guitarra crua mostra um perfil mais alternativo da cantora que mesmo assim não deixa de grudar seu refrão no ouvido. Pulamos uma e vamos para o hit “Another White Dash” que soa como se já tivéssemos a escutado em algum lugar, sua introdução meio dissonante esconde um poderoso refrão com rif marcante de guitarra, paradinhas lentas onde a voz dela pode brincar a vontade.

“Soul Black” com uma dinâmica única me lembrou em alguns momento nada menos que o Rush, com um pouco mais de suingue, muito boa de ouvir. Em seguida, vem a baladinha melancólica “A Walk Outside” uma das melhores do álbum. “Busy”, “A Beautiful Book” e “Never Let It Go” perdem um pouco o pique das anteriores mas também são boas de ouvir.

Apesar de não parecer, Seu nome verdadeiro é esse mesmo. BB começou tocando baixo na banda da irmã e literalmente foi para a estrada na Europa. Depois de muito viajar e experimentar decidiu fazer carreira solo e, em 2003 lançou esse primeiro álbum “Flutterby”.

Butterfly Boucher faz um som melódico, bom de ouvir e ainda consegue trazer elementos novos em cada canção. Vale a pena escutar.

Life is Short by Butterfly Boucher on Grooveshark


terça-feira, 30 de junho de 2009

Michael Jackson (29/08/1958 - ∞ )


Este texto entra como uma vírgula na minha história da música, pois é impossível tentar deixar passar isso em branco.
Para quem viveu essa era da música a notícia da morte de Michael Jackson soou estranha, soou falsa, soou impossível.
Há muito tempo que Michael não fazia nada de realmente relevante para a música, há muito tempo que as notícias sobre ele eram sensacionalistas e há muito tempo que ele era uma figura estranha de se ver.
Mas Michael Jackson era o Deus do Pop! E só vai entender isso quem viveu o verdadeiro surgimento do Pop.
Michael Jackson inventou o videoclip, inventou o “breakdance”, enfiou solos de guitarra em músicas para dançar e ele fez um álbum que vendeu (até 2006), 104 milhões de cópias!
O que mudou para nós, mortais? Nada, absolutamente nada. Ou alguém acha que Michael Jackson faria outro álbum avassalador? Ou inventaria outra dança? E, até por isso mesmo, é de fato, impossível “matar” Michael Jackson.
Sem a breguice do “ele continuará vivo para sempre em sua obra...”, ele simplesmente continuará tão inacessível quanto antes, tão incapaz de superar sua obra prima quanto antes e tão Deus do Pop quanto antes.
E o dia 25 de junho de 2009 será rapidamente esquecido, ao som de Beat It!

domingo, 28 de junho de 2009

Augustana - Can't Love, Can't Hurt


Minha atual playlist está realmente tendendo às bandas de “Rock melódico”. Alguns chamam de farofa, mas eu me considero ainda num patamar antes. Nesse Rock melódico ainda há uma luz de movimento alternativo, a banda procura sons diferentes e, principalmente, ao analisarmos o álbum, ele não soa como “pop”.
Comecei a ouvir Augustana com o primeiro álbum da banda “All The Stars And Boulevards”, um álbum excelente, e minha expectativa para o segundo álbum era grande.
Esse “Can´t Love, Can´t Hurt” não é tão bom quanto o anterior, mas ainda assim agrada. O álbum é mais lento e mais limpo que o primeiro, e eles parecem mais conscientes do som que querem fazer.
As três primeiras músicas já mostram de cara o estilo da banda, sendo que “Sweet And Low” é a melhor. Mais adiante destaque paraEither Way, I'll Break Your Heart Someday”, “Rest, Shame, Love” e “Where Love Went Home”
A banda, com nome inspirado numa palavra africana para a estação das monções, começou em 2002 e em 2003 eles gravaram um álbum chamado “Midwest Skies and Sleepless Mondays”, que teve apenas 1.000 cópias produzidas e que eu já procurei bastante, sem sucesso. O primeiro álbum comercial só veio em 2005, e eles conseguiram vender mais de 300.000 cópias emplacando várias músicas nas paradas, sendo “Boston” o single mais vendido deles, com mais de 1 milhão de cópias.
A formação atual conta com Jared Palomar (voz e baixo), Chris Sachtleben (guitarra e voz), Justin South (bateria e voz), Dan Layus (piano, guitarra e voz) e John Vincent (piano e voz).
O som é bom, a banda é boa e as músicas também. Sem rótulos, é só ouvir e gostar.

Sweet And Low (New Album Version) by Augustana on Grooveshark

domingo, 14 de junho de 2009

Jack´s Mannequin – The Glass Passenger


JM é uma banda da Califórnia, formada em 2004 e que lançou seu primeiro álbum, “Everything In Transit”, em 2005. Pouco antes de lançar esse primeiro álbum o líder e vocalista da banda Andrew Macmahon teve diagnosticada uma leucemia, que foi totalmente curada através de transplante de medula óssea. Após o fato, além de continuar normalmente com as atividades, a banda passou a participar de campanhas filantrópicas sobre o tema.

Eu cheguei a escutar esse primeiro álbum que, sinceramente, não me chamou a atenção, mas fui escutar novamente a banda agora, neste segundo álbum, The Glass Passenger, lançado em 2007.

Enfim, Andrew MacMahon (piano e voz), Bobby Raw Anderson (guitarra e voz), Jonathan Sullivan (baixo), Jay MacMillan (bateria) e Graeme Darbyshire (backing vocals) fazem um som bem legal no estilo “Rock-Piano-Melódico-Quase-Farofa” com refrões fortes e que grudam no ouvido, mas que definitivamente agradam.

Destaque para as primeiras faixas do álbum, “The Resolution”, “Spinning”, “Swin” e “American Love”e “Annie Use Your Telescope”.

Para quem quiser escutar um som novo e sem muito compromisso Jack´s Mannequin é uma excelente pedida.

  Spinning by Jack's Mannequin on Grooveshark


sábado, 30 de maio de 2009

Bloc Party - Intimacy



Demorei muito para escrever sobre este álbum. Na verdade demorei muito para escutá-lo com calma.

Já postei aqui sobre o álbum anterior do Bloc Party, Silent Arm, e no post escrevi que a banda faz um som “inacreditável”. Repito a expressão nesse post. O som deles é realmente diferente de tudo que há por aí. Há uma ousadia, uma quebra de padrões e uma mistura de elementos que raramente, mas raramente mesmo, se vê por aí.

O álbum abre com a louca “Ares” que vem seguida de “Mercury” e ambas não fazem meu estilo. O rock pesadão “Halo” é para mim a primeira boa do álbum, forte, acelerada e tensa! Em seguida vem “Biko”, maravilhosa, lenta e com uma dinâmica de dar gosto, colocando a bateria eletrônica como estrela da música do meio para o fim.

Depois temos a ótima “Signs”, mas “Talons” é ainda melhor. Rola um xilophone brincando numa melodia separada da voz, junto com uma guitarra nervosa que fica só marcando no meio da música, para entrar com raiva no refrão. O jogo xilofone versus guitarra é espetacular.

“Íon Square” é boa de ouvir e em “Letter To My Son”, o Bloc Party mostra toda sua diversidade, produzindo um sonzinho meio surf music, com violão e guitarra dedilhada, bem diferente do restante do álbum.

O final apoteótico acontece com o eletro-hit “Flux”, com direito a tudo que a música eletrônica de hoje oferece.

Como tudo que é muito bom, não é para todo mundo. Tem que ser escutado com calma, sem pressa, sem muita gente por perto.

  Biko by Bloc Party on Grooveshark


sábado, 9 de maio de 2009

U2 - No Line On The Horizon

Pode se falar o que quiser mas está é a maior banda do mundo e, em cada novo álbum esse título se confirma. Mesmo que “No Line On The Horizon” esteja longe de figurar entre os melhores álbuns da banda é um álbum que se escuta do início ao fim e que tem a cara do U2.


A primeira música e que dá nome ao álbum não é das melhores, mas logo a seguir entra a ótima “Magnificent” que é a cara do U2, com The Edge e suas guitarras de inconfundíveis “delays” e “reverbs”, o baixo grave e constante de Adam Clayton e a bateria recheada de contratempos e pratos de Larry Mullen e, claro, Bono cantando com todo sofrimento que pode!


“Moment Of Surrender” traz novamente o U2 para o passado e lembra muito o U2 do “Joshua Tree” ou do “Hattle and Hum” e em seguida a boa e diferente “Unknown Caller” dá um tom mais moderno novamente ao álbum e a ótima sequência traz ainda "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight", uma das melhores do álbum.


A seguinte “Get On Your Boots” foi lançada antes do álbum, como single, e destoa completamente do restante do álbum, tem sonoridade infantil e soa como enlatada, descartável, mas ... pode surpreender muito ao vivo. Isso é U2! A seguinte “Stand Up Comedy“ tem um estilo parecido mas é bem melhor.


A modernidade chega de vez em “Fez – Being Born”. Com seu início sampleado de “Get On Your Boots” e um ritmo difícil de acompanhar é o que o U2 mostra de mais novo e diferente no álbum. Cabem a “White As Snow” e “Cedar of Lebanon” encerrar o Cd com beleza e calma, ainda que as letras sejam carregadas de referências políticas.


Para o fãs o álbum será excelente, para os nâo fãs esse é um bom álbum, boa música garantida!




sexta-feira, 1 de maio de 2009

The Killers - Day And Age

Minha expectativa nesse álbum era enorme, pois o The Killers foi uma das bandas mais promissoras dos últimos tempos. Para mim tinha potencial para ser uma das big bands dessa década. Por isso mesmo “Day and Age” é uma tremenda decepção, um álbum fraco sem nenhuma novidade e até mesmo a música de trabalho “Human”, segunda do álbum, é muito ruim, enlatada para pistas de dança, com refrão que me lembrou o “Erasure” (quem lembra?).


A música que abre o álbum “Losing Touch” também é fraquísima, assim como a terceira “Spaceman” e a mediocridade se prolonga por todo o álbum.


Quem quiser insistir, a dica é tentar ouvir “I Can´t Stay” ou “A Crippling Blow” que é onde a ousadia passa mais próxima e, quem quiser conhecer a razão da minha expectativa sobre o The Killers escute o álbum “Hot Fuss” inteiro e tenho certeza que vai ficar com o mesmo questionamento: para onde foi o The Killers?


Abaixo uma música do novo álbum e uma do “Hot Fuss”.




quinta-feira, 26 de março de 2009

Joshua Radin – Simple Times


Tem músicas que se encaixam com momentos. Eu gosto muito de Rock mais pesado, gosto de música alternativa também, mas tenho coragem de admitir que gosto da musicas simples, que passariam longe de puristas do Rock´n Roll.


Bom essa introdução foi para justificar a presença desse álbum, bom de ouvir, simples, mas nada agressivo, nem revoltado. Escutar “Simple Times” como o próprio nome já diz é pensar em um dia de sol, sem preocupações, uma viagem legal, ou numa ótima companhia.


Joshua Radin é um americano de Cleveland que começou a aparecer em 2004 e de lá pra cá teve sua música, folk acústica, como trilha sonora de diversos seriados americanos, isso com apenas dois álbuns de “vida”. “Simple Times”, lançado em 2008 é o segundo álbum, o primeiro “We Were Here” é de 2006.


Quem, de vez em quando, precisa de uma música boa, despretensiosa e silenciosa, não vai se arrepender de tê-lo na coleção.


A música aqui abaixo é uma parceria de Joshua com a cantora Indie, Ingrid Michaelson, vale ouvir. O link está nos comentários.


sexta-feira, 20 de março de 2009

The Bravery – The Sun And The Moon


Embora não seja nada de espetacular, o som do The Bravery me agradou desde a primeira vez que ouvi. O primeiro álbum deles, “The Bravery” de 2005, como todo primeiro álbum remetia a comparações (muitas vezes com razão) e desconfianças sobre o que viria no álbum seguinte.


Pois bem, eles maneiraram um pouco no som eletrônico, deixaram a voz mais clara, deram mais ênfase às guitarras e o que ficou foi um som mais roqueiro do que o do primeiro álbum. Se antes eles eram mais “The Cure”, agora ficaram mais “Interpol”.


O quinteto de New York tem Sam Endicott (voz e guitarra), Michael Zakarin (guitarra), John Conway (teclado), Mike Hindert (baixo) e Anthony Burulcich (bateria) tentando achar seu espaço na onda de bandas no estilo, mas para mim o mérito deles é ter algumas músicas boas no álbum. Believe”, “This Is Not The End”, “Every Word Is A Knife In My Ear”, “Bad Sun”, “Time Wont Let Me Go” são boas músicas, com bons refrões, nada de revolucionário, mas sim, bem legais.


Agora é esperar o terceiro álbum e ver, enfim para que lado eles vão, e se essa tentativa continuar trazendo boa música ... que continuem tentando.


quinta-feira, 5 de março de 2009

Company Of Thieves – Ordinary Riches


Ultimamente tenho postado menos. Motivos particulares... mas também porque fazia muito tempo, mas muito tempo que um álbum não me chamava atenção e postar pra falar mal é muito chato.

Até que, totalmente por acaso, dei de cara com uma música, “Pressure”, e fui atrás pra descobrir a banda, “Company Of Thieves” e sem nenhum receio afirmo, que já em fevereiro, escutei um dos melhores álbuns de todo ano de 2009.


Vocais potentes e suaves ao mesmo tempo, recheados de melodias marcantes, refrões fáceis e uma ótima guitarra sempre distorcida passeando pelas músicas muito bem seguras pelo baixo e batera.


Quem acompanha o blog sabe da minha simpatia por bandas com vocais femininos e lembra do “Land Of Talk”, pois bem, o som do COT lembra bastante o do LOT mas parece ser mais consistente e seguro.

O trio formado pela voz de Genevieve Schatz, guitarra de Marc Walloch e bateria de Mike Ortiz, lançou seu primeiro single em 2007. Este é o primeiro álbum da banda e está fresquinho, foi lançado agora em fevereiro e teve até faixa gratuita no Itunes, “Oscar Wilde”.


São 12 boas músicas num álbum redondo mas ainda assim posso dar destaque para as as faixas: “Oscar Wilde”, “Pressure” e ”In Passing”.


Boa surpresa. É só ouvir.


sábado, 14 de fevereiro de 2009

Guns And Roses – Chinese Democracy


Comecei a ouvir sem esperar nada, ouvi sem preconceitos. Os conceitos foram se formando a cada música.


Ficar 15 anos sem lançar um álbum ou uma música sequer ( último álbum foi o despercebido “The Spaghetti Incident” , de 1993) tem seu preço. Após tantas idas e vindas, mudanças de componentes e adiamentos, seria mais justo com todos que esse álbum não levasse o nome da banda e sim somente o de Axl Rose, já que é o único integrante da banda original.


Coincidência ou não, as melhores faixas são as que fogem totalmente o estilo que conhecíamos da banda. “Street of Dreams”, “If The World”, “This I Love” e “Prostitute” dão um ar de modernidade ao álbum.


Ao terminar fica a mesma estranha sensação que tenho quando assisto “De volta para o Futuro”, “Indiana Jones” ou “Curtindo a Vida Adoidado”. Como tudo isso era legal na época! Pode até ter seu valor hoje em dia, mas o carimbo do fim da década de 80 vai continuar na capa de álbuns assim e aliás, é isso que torna esse álbum um pouco interessante, pois se fossemos analisá-lo como um álbum de uma banda nova, passaria despercebido, mesmo!


Quem hoje está com menos de 25 anos e quiser conhecer melhor o que foi o GNR, aconselho escutar o "Appetite For Destruction", um dos melhores álbuns de Rock de todos os tempos, quase perfeito do início ao fim.



quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Tv On The Radio - Dear Science


TV On The Radio é uma banda de New York, formada em 2001, já está em seu terceiro álbum e hoje é um quinteto de multi instrumentistas composto por Tunde Adebimpe (Vocais), Kyp Malone (Vocais, Guitarra, Baixo e teclados), David Andrew Sitek (Samples, Baixo e teclados), Gerard A Smith (Baixo, teclados e samplers), Rhodes Jaleel Bunton (bateria e guitarra, teclados e baixo sintetizado).

Eles dizem que cresceram ouvindo Joy Division, New Order, Echo & the Bunnymen, the Cure, the Smiths e the Swans e uma das frases que definem a banda é dita por David Sitek: “Muitas bandas têm algo a dizer, nós temos algo a perguntar”.


Como faço com todos os álbuns “aclamados” pela crítica especializada, escutei com muito ceticismo este “Dear Science” e realmente não me apaixonei pelo álbum, mas compreendo a euforia da crítica. É um álbum diferente e gostoso de ouvir.

Fico com as faixas “Love Dog”, “DLZ”, “Crying”, “Golden Age” e “Red Dress”.



segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Marcelo D2 - A Arte do Barulho


Ultimamente tenho me sentido um pouco na obrigação de postar pelo menos um comentário mensal sobre artistas nacionais. Cheguei a conclusão de que não é possível que não haja nada diferente acontecendo no Brasil.

Estou com o álbum do Marcelo D2 em mãos, “A Arte do Barulho”. Bem produzido, bem sonorizado, letras ótimas e uma batida brasileiro-moderna que traz instrumentos como cuíca, tamborim, guitarras e trumpetes com samplers e parcerias muito bem escolhidas, tudo isso misturado de um jeito de dar inveja a bandas gigantes internacionais.

O álbum começa agressivo com a participação do Seu Jorge no “Rap” “A Arte do Barulho”, continua lá em cima com “Desabafo” que tem seu refrão com a voz de Cláudia, cantora carioca que foi sombra de Elis Regina na década de 70, sampleada magistralmente na música. (mais informações e a versão original da música, vejam o link postado pelo blog “Musica da minha gente” em http://musicadaminhagente.blogspot.com/2008/10/claudia-deixa-eu-dizer-1973.html).

Seu Jorge aparece novamente na ótima “Pode Acreditar” e logo após a diferente e original “Oquêcêqué” mostra o rol de possibilidades que o álbum oferece. A cantora (e atriz) Thalma de Freitas empresta sua voz com sensualidade na também muito boa “Ela disse”. E em seguida a criativa e boa de ouvir “Kush” conta com a participação do rapper americano Medaphor.

Marcos Valle aparece em “Afropunk no Valle do Rap” que só peca pelo tempo: menos de 2 minutos, só dando “repeat”! Roberta Sá chega delicada em “Minha Missão” que apesar de quadradinha é também boa de ouvir.

Já é o terceiro álbum seguido que Marcelo D2 acerta com boa produção, boas músicas, boas letras e ótimas parcerias. Ainda existe a insistência no tema já cansado da maconha, mas que claramente vai perdendo espaço para um lado mais romântico do Marcelo D2.

Pra completar a capa do álbum foi eleita uma das 10 melhores capas de discos brasileiros pela revista Época

A “Arte do Barulho” é um acerto de Marcelo D2.



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