segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Beck - Modern Guilt

Estou há algum tempo para comentar este álbum pois já estou escutando desde que ele foi lançado em agosto de 2008.


Beck é um remanescente da “geração X”, tem mais de 10 álbuns lançados em quase 20 anos de carreira, sem nunca ter estourado em todo sentido da palavra. Seus álbuns anteriores são repletos de referência e elementos “diferentes”. Ora ele abusa dos instrumentos, ora das batidas, muitas vezes sua músicas são melódicas e muitas outras soam como um Rap. Por essas e por outras é que eu realmente não conhecia muito bem sua obra, apesar de sua criatividade, sua variação de estilo nunca me agradou.


Mas esse Modern Guilt é definitivamente um álbum “diferente” dos anteriores.

Talvez por obra de seu novo produtor, Danger Mouse, “Beck”, que traz “Cat Power” para quase imperceptivelmente fazer participação em 2 músicas (“Orphans” e “Walls”), finalmente traz um álbum bem mais uniforme.


A primeira música, “Orphans”, mostra bem o que pode se esperar para o restante do álbum. Ela é delicada e forte ao mesmo tempo, com uma batida marcante e sons flutuando ao fundo. A segunda, “Gamma Ray” é um rock “new wave”, bem anos 80 (ou 60?) e a ela segue-se “Chemtrals” que nos leva ainda mais longe com sua sonoridade progressiva, bem anos 70. Após essa rápida viagem no tempo, Beck nos traz a moderna “Youthless”, uma das melhores do álbum para cair num quase reggae “Walls”. “Replica” é moderna demais para o meu gosto e assim como a seguinte ”Soul of a Man” não me agrada.


Mas o álbum fecha bem com “Profanity Prayers” e “Volcano”.


Sabe aqueles dias em que não se está a fim de escutar nada. Então... esse álbum do Beck preenche totalmente esta lacuna.


Ao deixar de ser diferente demais Beck nos traz um álbum condesado, delicado e paradoxalmente “diferente” do que poderíamos esperar dele.




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