sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mallu Magalhães - Mallu Magalhães

Confesso que meu nível de preconceito está altíssimo ao iniciar a audição deste álbum, altos índices de má vontade e anti-modismo completam meu perfil neste momento. Aceito ouví-lo mais por curiosidade do que por qualquer outra coisa.

Não acredito nem um pouco nessa história de sucesso pelo myspace, youtube, ou o que quer que seja. Mallu Magalhães foi e ainda é um grande plano de mídia, muito bem conduzido.

A verdade é que estou preparado pra detonar a álbum.

Mas ao escutar a voz infantil de MM, começo a pensar que culpa ela tem disso tudo, e mais, quantas outras vezes fomos manipulados pelas rádios, tvs e jornais. Essa é só mais uma forma de manipulação, usar a Internet para fazer parecer que tudo foi sem querer... “Ah!, ela nem queria fazer sucesso!”, “só colocou as músicas na Internet para os amigos da escola ouvirem...” . Tudo uma grande piada!

Mas voltando ao assunto, que culpa ela tem? Realmente não importa. O que importa é que ouvindo o CD ficamos com a certeza de que não há nenhum fenômeno despontando no horizonte, muito menos estamos diante de um álbum genial ou fora do normal. Estamos sim, diante de uma moça com uma bela voz e algumas canções boas de ouvir com um som bem diferente do que se faz no Brasil, bem distante dos padrões de cantoras de MPB que conhecemos há anos.


Produzido por Mário Caldato Jr, que já trabalhou com artistas como Marcelo D2, Beastie Boys, Björk e Beck, o álbum foi gravado com equipamentos e mixagem da década de 60 para resgatar o som da época.

Mallu é muito bem acompanhada no álbum, os arranjos em sua maioria são ótimos e a produção do álbum é realmente excelente.

Deixe seus preconceitos guardados numa caixa, esqueça as histórias de fenômeno, gênio e ... escute o álbum como se fosse um outro qualquer.

Falta muita coisa para ela ainda, mas afinal temos um álbum de uma cantora brasileira, que não canta samba, nem bossa nova, nem é filha de ninguém famoso, nem é do grupo das sapatas e nem é um resquício da década de 80.

Não vou falar de faixas, e sim colocar “Noil” para escuta, acho que ela pode ajudar quem está com dúvidas.


Ocorreu um erro neste gadget