segunda-feira, 8 de setembro de 2008

The Verve - Forth


Confesso que não conhecia nada do The Verve. Sei que chegaram a emplacar algumas boas músicas como “Lucky Man” e “Sonnet” (que na época eu podia jurar que eram músicas do Oasis e daí talvez meu desinteresse - Oasis é muito chato!), ou seja uma banda parecida com Oásis e que não fazia sucesso... passei longe.


Porém hoje ao escutar este “Forth” descobri que posso ter perdido alguma coisa. Não há nada de muito novo no som deles, mas é de uma sinceridade fantástica, a começar pelo tempo das músicas que, em sua maioria, têm mais de seis minutos e só acabam mesmo quando eles “querem” que acabe. As músicas ficam soando na cabeça como que se eles quisessem que realmente o ouvinte parasse para escutá-las. Essa tensão provocada pela espera do fim ajuda a criar um ambiente hipnótico onde o refrão importa pouco e a dinâmica da música, muito.

A primeira “Sit And Wonder” com o seu “God give me some light” resume bem o clima tenso e prepara para o resto do álbum e logo em seguida entram, as mais pops do álbum, “Love Is Noise” e “Rather Be” que preparam para a ótima “Judas” (com a cara do U2 de antigamente) até “Numbness” trazer toda a tensão de volta. Daí para frente o qualidade cai um pouco mas ainda assim, “Valium Skies” é ótima.

A banda foi formada no início de 1990 por quatro rapazes de Wigan, cidade do Norte da Inglaterra. Em 8 anos lançaram três álbuns que consolidaram o estilo rock-psicodélico da banda.

Este quarto e novo álbum do The Verve traz de volta uma banda que tem fôlego para muito mais, pois fazem um som original, vibrante e com as referências bem mais consolidadas que no início da carreira.

É só ouvir!




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