sexta-feira, 14 de março de 2008

Lançamentos - Março de 2008

Nada Surf – Lucky

A ex-banda descartável segue seu caminho e se distancia mais desse rótulo a cada novo trabalho. O Nada Surf lança seu 5º. álbum oficial em 16 anos de banda e com essa calma “Lucky” entra nos ouvidos. Para quem se desacostumou a ouvir coisas simples chega a ser um choque, o álbum é calmo, sereno e interessante. Eles não são capazes de mudar nossas vidas com o som, mas dá pra fazer uma viagem ouvindo “Lucky” inteiro.

Destaque para a primeira faixa “See These Bones”, e para “I Like What You Say” e “From Now Own”.

Adele - 19

A moça estudou na mesma escola da Amy Winehouse e tem uma voz tão espetacular quanto a dela, uma voz de trompete, difícil de acreditar. Seu primeiro álbum é quase erudito, daqueles que, ou vão desaparecer ou serão citados como um dos mais espetaculares feitos na época. É injusto tentar descrever, é blues, é jazz, é bossa. Minha única crítica possível é à excessiva dispensa da bateria. Quando entra a banda fica tudo mais animado. Impossível deixar de conhecer Adele.

Destaque para as faixas “Chasing Pavements”, "Righ As Rain”, "Tired" e "My Same".

Jimmy Eat World – Chase This Light

Postei aqui no ano passado sobre eles. A banda tem um som muito interessante, mas peca quando tenta ficar Pop. Este novo CD deles é bem mais Pop do que o anterior, então se conclui que é pior. Sim, é bem pior. Harmonias comuns, batidas comuns, vocais infantis e instrumentos comuns fazem desse álbum um álbum comum, que nada acrescenta. Pequeno destaque para “Carry You” e “Gotta Be Somebodys Blues” que tentam ser diferentes.

Vou continuar dando crédito a eles, esperando o próximo álbum. Enquanto isso continuo ouvindo o anterior “Bleed American”.

Stereophonics – Pull The Pin

Stereophonics é uma dessas bandas que têm identidade, têm um som característico e para mim é uma das melhores bandas do segundo escalão. Ouvir álbum deles é ter a certeza de que vai se ouvir coisa boa. Com “Pull The Pin” eles mantém o estilo balada-agressivo que caracteriza a banda, isso permite que eles flutuem entre sons mais pesados e leves sem cerimônia alguma.

As 12 faixas passam sem deixar nenhum grande hit, mas “Drowning” e “It Means Nothing” passam perto e no fim, temos mais um ótimo trabalho deles.


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