quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mashup - The Police + Snow Patrol

Para encerrar bem 2008 ! Imperdível.

Os melhores álbuns que ouvi em 2008

Já que critiquei as revistas e listas que trazem os 100 melhores álbuns em apenas 1 ano, resolvi dar a a cara a tapa a fazer a minha lista dos 10 melhores álbuns que ouvi este ano. Nem todos foram lançados em 2008, mas foram os que eu mais gostei e escutei em 2008. Como são estilos diferentes a ordem é alfabética. Cada um deles teve seu momento.


Adele – 19


Cat Power – Jukebox


Coldplay – Viva la Vida or Death And All His Friends


CSS – Donkey


Death Cab For Cuties – Narrow Stairs


Envy & Other Sins – We Live At Down


Infadels – We Are Not The Infadels


The Hoosiers – The Trick To Life


The Kooks – Konk


Prisclla Ahn – A Good Day


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Beck - Modern Guilt

Estou há algum tempo para comentar este álbum pois já estou escutando desde que ele foi lançado em agosto de 2008.


Beck é um remanescente da “geração X”, tem mais de 10 álbuns lançados em quase 20 anos de carreira, sem nunca ter estourado em todo sentido da palavra. Seus álbuns anteriores são repletos de referência e elementos “diferentes”. Ora ele abusa dos instrumentos, ora das batidas, muitas vezes sua músicas são melódicas e muitas outras soam como um Rap. Por essas e por outras é que eu realmente não conhecia muito bem sua obra, apesar de sua criatividade, sua variação de estilo nunca me agradou.


Mas esse Modern Guilt é definitivamente um álbum “diferente” dos anteriores.

Talvez por obra de seu novo produtor, Danger Mouse, “Beck”, que traz “Cat Power” para quase imperceptivelmente fazer participação em 2 músicas (“Orphans” e “Walls”), finalmente traz um álbum bem mais uniforme.


A primeira música, “Orphans”, mostra bem o que pode se esperar para o restante do álbum. Ela é delicada e forte ao mesmo tempo, com uma batida marcante e sons flutuando ao fundo. A segunda, “Gamma Ray” é um rock “new wave”, bem anos 80 (ou 60?) e a ela segue-se “Chemtrals” que nos leva ainda mais longe com sua sonoridade progressiva, bem anos 70. Após essa rápida viagem no tempo, Beck nos traz a moderna “Youthless”, uma das melhores do álbum para cair num quase reggae “Walls”. “Replica” é moderna demais para o meu gosto e assim como a seguinte ”Soul of a Man” não me agrada.


Mas o álbum fecha bem com “Profanity Prayers” e “Volcano”.


Sabe aqueles dias em que não se está a fim de escutar nada. Então... esse álbum do Beck preenche totalmente esta lacuna.


Ao deixar de ser diferente demais Beck nos traz um álbum condesado, delicado e paradoxalmente “diferente” do que poderíamos esperar dele.




sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Rolling Stone - 50 Melhores Álbuns de 2008

A Revista RS publicou a lista dos 50 melhores álbuns desse ano. Para mim uma lista com 50 álbuns em apenas 1 ano é exagerada. Melhores são os melhores 5! Ou 10, no máximo. De qualquer maneira vejam o que os americanos elegeram na lista com link para o álbum em questão.

1 | TV on the Radio: Dear Science

2 | Bob Dylan: Tell Tale Signs — The Bootleg Series Vol. 8

3 | Lil Wayne: Tha Carter III

4 | My Morning Jacket: Evil Urges

5 | John Mellencamp: Life, Death, Love and Freedom

6 | Santogold: Santogold

7 | Coldplay: Viva la Vida or Death and All His Friends

8 | Beck: Modern Guilt

9 | Metallica: Death Magnetic

10 | Vampire Weekend: Vampire Weekend

11 | Fleet Foxes: Fleet Foxes

12 | Guns n' Roses: Chinese Democracy

13 | Blitzen Trapper: Furr

14 | Ryan Adams and the Cardinals: Cardinology

15 | The Black Keys: Attack & Release

16 | Randy Newman: Harps and Angels

17 | B.B. King: One Kind Favor

18 | Lucinda Williams: Little Honey

19 | Erykah Badu: New Amerykah: Part 1 (4th World War)

20 | Kings of Leon: Only by the Night

21 | Kaiser Chiefs: Off With Their Heads

22 | Jackson Browne: Time the Conquerer

23 | Conor Oberst: Conor Oberst

24 | Girl Talk: Feed the Animals

25 | The Magnetic Fields: Distortion

26 | Mudcrutch: Mudcrutch

27 | Brian Wilson: That Lucky Old Sun

28 | The Knux: Remind Me in Three Days...

29 | Bon Iver: For Emma, Forever Ago

30 | Duffy: Rockferry

31 | MGMT: Oracular Spectacular

32 | Jamey Johnson: The Lonesome Song

33 | Ne-Yo: Year of the Gentleman

34 | Stephen Malkmus: Real Emotional Trash

35 | Nick Cave and the Bad Seeds: Dig,Lazarus, Dig!!!

36 | The Hold Steady: Stay Positive

37 | Nine Inch Nails: The Slip

38 | Ra Ra Riot: The Rhumb Line

39 | Taylor Swift: Fearless

40 | Jonas Brothers: A Little Bit Longer

41 | AC/DC: Black Ice

42 | David Byrne and Brian Eno: Everything That Happens Will Happen Today

43 | Nas: Untitled

44 | The Raconteurs: Consolers of the Lonely

45 | Be Your Own Pet: Get Awkward

46 | The Academy Is...: Fast Times at Barrington High

47 | Of Montreal: Skeletal Lamping

48 | Raphael Saadiq: The Way I See It

49 | Hot Chip: Made in the Dark

50 | No Age: Nouns

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mallu Magalhães - Mallu Magalhães

Confesso que meu nível de preconceito está altíssimo ao iniciar a audição deste álbum, altos índices de má vontade e anti-modismo completam meu perfil neste momento. Aceito ouví-lo mais por curiosidade do que por qualquer outra coisa.

Não acredito nem um pouco nessa história de sucesso pelo myspace, youtube, ou o que quer que seja. Mallu Magalhães foi e ainda é um grande plano de mídia, muito bem conduzido.

A verdade é que estou preparado pra detonar a álbum.

Mas ao escutar a voz infantil de MM, começo a pensar que culpa ela tem disso tudo, e mais, quantas outras vezes fomos manipulados pelas rádios, tvs e jornais. Essa é só mais uma forma de manipulação, usar a Internet para fazer parecer que tudo foi sem querer... “Ah!, ela nem queria fazer sucesso!”, “só colocou as músicas na Internet para os amigos da escola ouvirem...” . Tudo uma grande piada!

Mas voltando ao assunto, que culpa ela tem? Realmente não importa. O que importa é que ouvindo o CD ficamos com a certeza de que não há nenhum fenômeno despontando no horizonte, muito menos estamos diante de um álbum genial ou fora do normal. Estamos sim, diante de uma moça com uma bela voz e algumas canções boas de ouvir com um som bem diferente do que se faz no Brasil, bem distante dos padrões de cantoras de MPB que conhecemos há anos.


Produzido por Mário Caldato Jr, que já trabalhou com artistas como Marcelo D2, Beastie Boys, Björk e Beck, o álbum foi gravado com equipamentos e mixagem da década de 60 para resgatar o som da época.

Mallu é muito bem acompanhada no álbum, os arranjos em sua maioria são ótimos e a produção do álbum é realmente excelente.

Deixe seus preconceitos guardados numa caixa, esqueça as histórias de fenômeno, gênio e ... escute o álbum como se fosse um outro qualquer.

Falta muita coisa para ela ainda, mas afinal temos um álbum de uma cantora brasileira, que não canta samba, nem bossa nova, nem é filha de ninguém famoso, nem é do grupo das sapatas e nem é um resquício da década de 80.

Não vou falar de faixas, e sim colocar “Noil” para escuta, acho que ela pode ajudar quem está com dúvidas.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Quadro de Bandas


Recebi este quadro por email e realmente é viciante. Dizem que o quadro mostra mais de 75 bandas.

Confesso que estou bem longe disso.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Snow Patrol - A Hundred Million Suns


Apesar de parecer o segundo, este é o quinto álbum da banda Irlandesa Snow Patrol. Digo isso pois o primeiro álbum que realmente fez sucesso foi o terceiro, “Final Straw”. Seguiu-se a ele o mais badalado, “Eyes Open” e cá estamos com “A Hundred Million Suns”.


Em “Eyes Open” o “Snow Patrol” parecia uma banda alternativa que fez um álbum excelente e conseguiu alcançar um relativo sucesso. Porém com esse “A Hundred Million Suns”, eles parecem uma banda de sucesso que um dia fez um som alternativo. Um caminho arriscado, ou melhor arriscadíssimo, pois esse caminho é sem volta.


O novo álbum do Snow Patrol é pop e carrega pouco da tensão observada nos anteriores. Há uma nítida tentativa de repetir o que deu certo, o que não é de todo ruim, mas fica uma sensação de Deja Vu em quem conhece o trabalho deles.


As duas primeiras “If There's A Rocket Tie Me To It” e “Crack The Shutters” são fortes e ótimas e estão entre as melhores do álbum. Em seguida vem a já estourada “Take Back to the City” seguida de “Lifeboats”, boa mas pouco criativa, mas depois vem a ótima “The Golden Floor” que nos coloca em contato com o melhor que o Snow Patrol pode ser. A partir daí, exatamente da quinta música, acontece a crise de criatividade a que me referi acima. Todas as músicas a seguir dizem muito pouco além do que já se conhece do Snow Patrol.


Para os menos exigentes, temos um ótimo álbum, porém para quem apostava numa nova grande banda surgindo, vale aguardar mais um pouco, eles ainda têm crédito e tempo.






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