domingo, 23 de novembro de 2008

AC/DC - Black Ice

É difícil definir a sensação de escutar este álbum. Na minha adolescência AC/DC era rotulado como “Heavy Metal” e enquadrava-se na mesma categoria de super bandas como Led Zeppelin, Kiss, Iron Maiden, Van Halen, etc.., todas, bandas de “Heavy Metal”, eram o que existia de mais barulhento e rebelde na época.

Eu passava batido de toda essa rebeldia e, devido ao rótulo Rebelde que essas bandas carregavam, não me deixava nem escutar com calma nenhuma delas. Eu, definitivamente, não era um rebelde.


O fato é que passados uns 10 anos comecei a escutar com calma algumas dessas bandas e descobri que perdi um tempo danado.

Portanto ouvir esse AC/CD cheio de inéditas é recuperar um pouco esse tempo que literalmente, não vi passar.Ouvir “Black Ice” é beber na fonte no melhor do que Rock´n Roll pode oferecer. Riffs inspirados de guitarra o tempo todo, com direito às boas e velhas partes de solo (onde elas estão hoje?), bateria marcada com viradas na hora certa e vocais agressivos.


Brian Johnson (voz) Angus Young (guitarra solo), Malcolm Young (guitarra base), Phil Rudd (bateria) e Cliff Williams (baixo) fazem um som agressivo, jovem e ainda rebelde, só que hoje a rebeldia é outra. Ao manter intacto seu som essa banda australiana, formada em 1973, nos mostra sutilmente como o “rock” se dividiu em diversos novos caminhos e tornou-se difícil encontrá-lo em estado bruto.


Mas ele está aí, na cara, pra quem quiser ouvir e sentir.




quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Thirteen Senses - The Invitation



Diante da decepção de último álbum do Keane, resolvi achar alguma banda, no estilo para “acalmar” os ânimos...

Thirteen Senses é um quarteto de Conwall, Inglaterra formado em 2003 e com 3 álbuns gravados. Este que coloco aqui é o segundo, de 2004.

A música “Into The Fire”, que abre o álbum, é a que mais tocou e é o hit da banda, mas Will South (voz, piano e guitarra), Tom Welham (guitarra e voz), Adam Wilson (baixo) e Brendon James (bateria), fazem um som que é mais do que uma música só e se sustenta pelo álbum inteiro. A segunda “Thru The Glass” também é ótima e a terceira “Gone” mantém o alto nível das baladas.

O álbum continua macio nas seguintes “Do Not Wrong”, “The Salt Wound Routine” e “Saving” e, apesar de a esta altura dar alguns sinais de repetição em “Lead Us”, se recupera em “Last Forever” e na boa “History” para ir até o fim com 12 músicas e poucas falhas.

Um álbum leve e bom de ouvir do início ao fim. Para quem gosta do estilo é tiro certo!



quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Keane - Perfect Symmetry

Gostei de Keane desde a primeira música que ouvi, “Somewhere Only We Know”, na verdade, vi um clipe, depois fui atrás e consegui o Cd, “Hopes And Fears”, que eu considero um dos melhores álbuns que escutei. Veio o segundo álbum, “Under The Iron Sea”, que, apesar de ser um pouco inferior ao primeiro, ainda é muito bom. Para completar fui ao show dos caras quando vieram ao Brasil, que também foi um show que superou minhas expectativas.

Portanto dois álbuns muito bons e mais uma apresentação competente ao vivo, credenciaram o Keane a figurar, para mim, como uma das bandas mais promissoras da atualidade.


O que esperar do terceiro álbum? Na verdade eu esperava até um álbum um pouco inferior aos dois primeiros, mas...


“Perfect Symmetry” é um álbum péssimo! O Keane se perde em suas próprias limitações. A bateria soa excessivamente eletrônica e parece um jogo japonês, a voz tem excessivos efeitos e fica irreconhecível, e até o piano é pasteurizado em teclados sem inspiração. Tudo isso com a sonoridade mudando de música para música fazendo com que não haja identidade sonora. Cheguei a me perguntar se estava escutando o mesmo álbum desde o início ou havia trocado no Ipod, “sem querer”.


Mas ainda assim, para quem quiser se arriscar meu conselho é ouvir, na edição Deluxe do álbum, apenas as faixas Demo, que estão mais realistas e com menos efeitos, mas ainda assim, o álbum é ruim e sobram 2 músicas escutáveis, o resto é lixo mesmo!


Uma pena, pois talvez, devido ao sucesso e à juventude da banda, o Keane tenha sido forçado a enveredar por um estilo mais Pop e tenha se apressado em lançar este álbum.

Eu fico, sem pressa, mais alguns anos escutando “Hopes And Fears” e “Under The Iron Sea”.




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