sábado, 6 de setembro de 2008

O Rappa - 7 Vezes


Após 3 anos do lançamento do pouco badalado acústico e cinco após o último lançamento de inéditas (O Silêncio que Precede o Esporro) enfim chega aos meus ouvidos esse “7 Vezes”, o terceiro sem letrista Marcelo Yuka e o primeiro após a morte do produtor Tom Capone.

Baixo marcado, guitarra coadjuvante e bateria lounge e excesso de detalhes fazem este álbum do Rappa parecer sofisticado demais para uma banda que iniciou um movimento musical totalmente inovador há alguns anos atrás e junto com essa sofisticação há uma falta de empolgação em músicas feitas para se ouvir de fundo de bate papo. Onde está a força, a faca afiada ou o som desafiador do Rappa ? Vemos apenas um resquício disso nas letras sempre bem trabalhadas e em uma ou duas faixas mais fortes como “Hóstia” (Meu escudo é minha hóstia !! ) ou “Monstro Invisível”.

O álbum nos deixa uma terrível sensação de loop, sem começo, sem meio e sem fim. As músicas se sucedem sem que consigamos identificar uma mudança clara na sonoridade, no ritmo ou na estrutura das músicas

Não que por isso o álbum seja ruim, muito pelo contrário, é apenas um álbum que frustra expectativas e, quem sabe, essa não seja exatamente a intenção da banda? Uma mudança de estilo inesperada num álbum que o próprio vocalista e líder Falcão admite que deve ser ouvido várias vezes, talvez mais de sete. Com calma e boa vontade, no fim podemos ter em mãos um dos melhores álbuns da banda.


Um comentário:

  1. Olha, não que eu seja muito fã de O Rappa, mas tenho que admitir que o show dos caras é eletrizante. Numa boa, acho que o objetivo deles não é mudar ou evoluir o som, porque no final, os fãs gostam mesmo é daquele estilo clássico.
    Se vocÊ tiver a oportunidade de vê-los ao vivo, vai entender o que estou falando.
    bjs

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