domingo, 14 de setembro de 2008

Albuns que Marcaram a Minha Vida


Rush – Power Windows


Esse álbum marcou minha vida pelo motivo inverso. Vou explicar melhor:


Eram idos de 1985 e eu com uns 14 anos entrei num amigo oculto onde meu amigo (que nem era tão amigo assim) pediu este álbum. Até aí tudo bem, porém o que aconteceu é que como eu já estava me interessando bem mais por música resolvi ouvir o álbum (em vinil) antes de dar de presente.


Detestei! Lembro perfeitamente que não acreditei que alguém gostava daquilo. Um rock “chato”, todo quebrado, quase sem refrão e com um cara sem voz nenhuma, ou melhor, com uma voz esganiçada de enlouquecer qualquer um... Essa foi minha opinião na época.


Vejam a coragem de uma pessoa escrever isso! Eu podia levar isso para o túmulo que ninguém ia saber, mas exatamente por eu ter detestado mantive minha opinião muito firme durante alguns anos e de tanto ser rebatido resolvi conhecer melhor o Rush.


Graças a isso, tendo conhecido bem melhor a banda eu, aos 18, já os considerava a melhor e maior banda do mundo, opinião que continua até hoje.


Ou seja, resumindo, se eu não tivesse detestado tanto a primeira audição dificilmente me interessaria por conhecê-los tão cedo e só iria “descobrí-los” bem mais velho.


Está aí, para quem quiser “detestar” pela primeira vez também.


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

The Verve - Forth


Confesso que não conhecia nada do The Verve. Sei que chegaram a emplacar algumas boas músicas como “Lucky Man” e “Sonnet” (que na época eu podia jurar que eram músicas do Oasis e daí talvez meu desinteresse - Oasis é muito chato!), ou seja uma banda parecida com Oásis e que não fazia sucesso... passei longe.


Porém hoje ao escutar este “Forth” descobri que posso ter perdido alguma coisa. Não há nada de muito novo no som deles, mas é de uma sinceridade fantástica, a começar pelo tempo das músicas que, em sua maioria, têm mais de seis minutos e só acabam mesmo quando eles “querem” que acabe. As músicas ficam soando na cabeça como que se eles quisessem que realmente o ouvinte parasse para escutá-las. Essa tensão provocada pela espera do fim ajuda a criar um ambiente hipnótico onde o refrão importa pouco e a dinâmica da música, muito.

A primeira “Sit And Wonder” com o seu “God give me some light” resume bem o clima tenso e prepara para o resto do álbum e logo em seguida entram, as mais pops do álbum, “Love Is Noise” e “Rather Be” que preparam para a ótima “Judas” (com a cara do U2 de antigamente) até “Numbness” trazer toda a tensão de volta. Daí para frente o qualidade cai um pouco mas ainda assim, “Valium Skies” é ótima.

A banda foi formada no início de 1990 por quatro rapazes de Wigan, cidade do Norte da Inglaterra. Em 8 anos lançaram três álbuns que consolidaram o estilo rock-psicodélico da banda.

Este quarto e novo álbum do The Verve traz de volta uma banda que tem fôlego para muito mais, pois fazem um som original, vibrante e com as referências bem mais consolidadas que no início da carreira.

É só ouvir!




sábado, 6 de setembro de 2008

O Rappa - 7 Vezes


Após 3 anos do lançamento do pouco badalado acústico e cinco após o último lançamento de inéditas (O Silêncio que Precede o Esporro) enfim chega aos meus ouvidos esse “7 Vezes”, o terceiro sem letrista Marcelo Yuka e o primeiro após a morte do produtor Tom Capone.

Baixo marcado, guitarra coadjuvante e bateria lounge e excesso de detalhes fazem este álbum do Rappa parecer sofisticado demais para uma banda que iniciou um movimento musical totalmente inovador há alguns anos atrás e junto com essa sofisticação há uma falta de empolgação em músicas feitas para se ouvir de fundo de bate papo. Onde está a força, a faca afiada ou o som desafiador do Rappa ? Vemos apenas um resquício disso nas letras sempre bem trabalhadas e em uma ou duas faixas mais fortes como “Hóstia” (Meu escudo é minha hóstia !! ) ou “Monstro Invisível”.

O álbum nos deixa uma terrível sensação de loop, sem começo, sem meio e sem fim. As músicas se sucedem sem que consigamos identificar uma mudança clara na sonoridade, no ritmo ou na estrutura das músicas

Não que por isso o álbum seja ruim, muito pelo contrário, é apenas um álbum que frustra expectativas e, quem sabe, essa não seja exatamente a intenção da banda? Uma mudança de estilo inesperada num álbum que o próprio vocalista e líder Falcão admite que deve ser ouvido várias vezes, talvez mais de sete. Com calma e boa vontade, no fim podemos ter em mãos um dos melhores álbuns da banda.


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