quarta-feira, 6 de agosto de 2008

CSS - Donkey

Confesso que a primeira vez que ouvi CSS fiquei desconfiado. Realmente não entendi o que eram eles (elas) e o que fazia aquela banda brasileira que cantava em inglês, ser a sensação dos moderninhos do momento.

Eu precisava de um segundo álbum e ele veio! Escutando esse CSS – Donkey, consegui entendê-los bem melhor. Acho que muito mais por causa da nova sonoridade da banda, bem mais comercial do que a anterior. Porém, é certo que esta sonoridade mais comercial vai desagradar os fãs mais antigos da banda, mas na contabilidade final o CSS sai lucrando, vai atrair mais do que espantar.

O álbum é bem mais Rock que o anterior, mas sem largar o dance underground que caracterizou a banda. A voz de Lovefoxxx está mais nítida e os instrumentos mais claros, ouve-se tudo bem melhor.

O álbum começa forte com “Jager Yoga” que, com bateria e baixo potentes, bebe na fonte de Killers-Interpol, e em seguida entra a também roqueira e melhor do álbum “Rat is Dead”. “Let´s Reggae All Night” brinca com a sonoridade “brega” dos anos 80. Tem de tudo na música, bateria eletrônica, voz sintetizada, teclado “abelha” no fundo, pura gozação. Em seguida o rock volta em “Give Up” e as seguintes “Left Behind” e “Beatiful Song” mantém o clima lá em cima e o álbum tem seu clímax em “How Become a Paranoid”, ótima.

As seguintes completam muito bem o álbum com destaque para “I Fly”, que entra pesando a última parte do álbum que finaliza bem mais calmo com “Believe Achieve” e “Air Painter”.

Cansei de Ser Sexy é uma banda brasileira formada em São Paulo, em setembro de 2003. A banda começou de maneira descomprometida e com exceção do baterista, ninguém sabia tocar praticamente nada.

Em 2006 a banda assinou contrato com a gravadora Sub Pop para lançar seu primeiro álbum nos EUA mas ainda antes de fazerem sucesso tiveram uma música incluída no seriado de Paris Hilton na FOX (The Simple Life), outra no jogo The Sims 2.

Reparem que a banda é formada por Lovefoxxx (vocal), Adriano Cintra (produção, bateria, guitarra, baixo e vocal) Luiza Sá (guitarra e bateria), Ana Rezende (guitarra e gaita), Iracema Trevisan (baixo) e Carolina Parra (guitarra e bateria). Ou seja, uma “bagunça" onde todo mundo toca tudo. Nada mais moderno!

Moderno, despreocupado, debochado e por mais pop que seja, ainda alternativos. É só conferir!

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