segunda-feira, 31 de março de 2008

Álbuns que Marcaram a Minha Vida

Djavan - Luz (1982)

A primeira vez que ou vi este disco foi meio que por acaso, querendo descobrir coisas novas. Devia ter uns 15 ou 16 anos, e não tinha nenhuma experiência em MPB, aliás, muito pelo contrário, não gostava muito de música brasileira. Era musicalmente tão desligado que nem lembro de quando e como este disco apareceu lá em casa, e fiquei surpreso, anos depois quando soube que Djavan – Luz é de 1982. Pela distância que eu sentia dele, sempre achei que fosse de 77 ou 78.

Tudo isso pra dizer que este foi o CD que me abriu as portas para a boa música, para a melodia, harmonia, o ritmo e a letra. Sem exagero! Devorei este disco, sabia tocar ele inteiro.

Os metais deste Cd são dos melhores que já ouvi. Os arranjos de voz, a sonoridade da guitarra e do violão, a complexidade rítmica e vocal tornam este disco atemporal. Ele poderia existir há 50 anos atrás e poderá existir daqui a 200.

Além das conhecidíssimas “Samurai”, “Luz”, “Sina”, “Pétala”, “Açaí”, “Esfinge”, as menos cotadas, mas na minha opinião hoje, as melhores, “Capim” e “Minha irmã”, completam as 8 músicas do álbum que tem mais esse mérito: ser curto.

A partir daí tenho tudo do Djavan. Nem acho que tudo dele seja fantástico, mas é mais uma questão de fidelidade, ele flerta com o impossível de uma forma “experimental com noção”.

Segue aí uma das menos conhecidas do álbum:

sexta-feira, 14 de março de 2008

Lançamentos - Março de 2008

Nada Surf – Lucky

A ex-banda descartável segue seu caminho e se distancia mais desse rótulo a cada novo trabalho. O Nada Surf lança seu 5º. álbum oficial em 16 anos de banda e com essa calma “Lucky” entra nos ouvidos. Para quem se desacostumou a ouvir coisas simples chega a ser um choque, o álbum é calmo, sereno e interessante. Eles não são capazes de mudar nossas vidas com o som, mas dá pra fazer uma viagem ouvindo “Lucky” inteiro.

Destaque para a primeira faixa “See These Bones”, e para “I Like What You Say” e “From Now Own”.

Adele - 19

A moça estudou na mesma escola da Amy Winehouse e tem uma voz tão espetacular quanto a dela, uma voz de trompete, difícil de acreditar. Seu primeiro álbum é quase erudito, daqueles que, ou vão desaparecer ou serão citados como um dos mais espetaculares feitos na época. É injusto tentar descrever, é blues, é jazz, é bossa. Minha única crítica possível é à excessiva dispensa da bateria. Quando entra a banda fica tudo mais animado. Impossível deixar de conhecer Adele.

Destaque para as faixas “Chasing Pavements”, "Righ As Rain”, "Tired" e "My Same".

Jimmy Eat World – Chase This Light

Postei aqui no ano passado sobre eles. A banda tem um som muito interessante, mas peca quando tenta ficar Pop. Este novo CD deles é bem mais Pop do que o anterior, então se conclui que é pior. Sim, é bem pior. Harmonias comuns, batidas comuns, vocais infantis e instrumentos comuns fazem desse álbum um álbum comum, que nada acrescenta. Pequeno destaque para “Carry You” e “Gotta Be Somebodys Blues” que tentam ser diferentes.

Vou continuar dando crédito a eles, esperando o próximo álbum. Enquanto isso continuo ouvindo o anterior “Bleed American”.

Stereophonics – Pull The Pin

Stereophonics é uma dessas bandas que têm identidade, têm um som característico e para mim é uma das melhores bandas do segundo escalão. Ouvir álbum deles é ter a certeza de que vai se ouvir coisa boa. Com “Pull The Pin” eles mantém o estilo balada-agressivo que caracteriza a banda, isso permite que eles flutuem entre sons mais pesados e leves sem cerimônia alguma.

As 12 faixas passam sem deixar nenhum grande hit, mas “Drowning” e “It Means Nothing” passam perto e no fim, temos mais um ótimo trabalho deles.


domingo, 9 de março de 2008

Cat Power – Jukebox


Arrasador. É assim que posso tentar descrever este álbum ! E o incrível é que mesmo sendo arrasador é calmo. São os detalhes que fazem dele um álbum assim. A produção é impecável e os instrumentos estão com timbres perfeitos, a começar pela bateria, com bumbo “gigante” e caixa suja que junto com o baixo aveludado fazem a cama para o excessivo e proposital eco na voz e guitarras. A sensação é a de que estamos dentro do estúdio, no meio da gravação. Só ouvindo para entender.

A primeira música me fez levar um susto. Há muito tempo não ouvia algo assim, a gente começa a ouvir e a surpresa é inevitável. Power, teve a coragem de fazer uma releitura de "New York, New York". E o que tinha tudo para ficar ridículo, ganha para mim sua única versão possível depois da original. E o melhor é que, mesmo tendo ficado espetacular, em rápidos dois minutos, "New York" vira a esquina e desaparece.

Em seguida entra “Ramblin' Woman” que mantém o clima blues e sombrio, suave, guitarra preguiçosa e pianinho nota a nota com ela cantando “I love you, I love you baby” e depois “Metal Heart”, amarga, com a guitarra encarnando o próprio Coração de Metal, com a música crescendo e a voz descartando qualquer rótulo “Indie” que a moça possa ter ... ela é Rock !!!

“Silver Stallion” nos deixa respirar por alguns minutos e prepara para “Aretha, Sing One For Me”. Esta última mostra o que Cat Power é capaz de fazer com as músicas que caem na sua mão, vale a escutada na original cantada pelo George Jackson (1972). Ela transforma tudo em Rock da melhor qualidade! Depois dela cantar você pode imaginar qualquer grande banda cantando. O álbum dá uma segurada em “Lost Someone” (James Brown) e “Lord, Help The Poor & Needy” para chamar “I Believe In You” (Bob Dylan).

Depois o álbum deixa o Rock um pouco de lado e toma uma cara mais intimista com as belas “Song To Bobby”, “Don't Explain” (Billie Holiday) e mais uma vez Power acerta ao escolher o caminho a tomar com “Woman Left Lonely” (Janis Joplin), que ganha uma versão suave e não compete com Joplin.

Cat Power é o pseudônimo de Chan Marshal, que nasceu em 1972 em Atlanta (EUA) e iniciou sua carreira aos 17 anos quando largou tudo e foi para Nova York. Em 1994 foi descoberta por dois músicos que s entusiasmaram com sua voz e seu trabalho. Eram o guitarrista do "Two Dollar Guitar", Tim Foljahn, e o baterista do "Sonic Youth", Steve Shelley, que a convidaram para lançar dois discos, gravados juntos em um único dia. “Dear Sir” saiu em 1994 pelo selo italiano "Runt" e, no ano seguinte, “Myra Lee” pelo "Smells Like Records". Seu terceiro álbum , “What Would the Community Think?”, de1996, já foi lançado pela Matador Records e em 1998 veio o elogiado “Moon Pix”.

Em 2000, Power lança “The Covers Record”, em 2003 um disco de inéditas “You Are Free”, em 2006 “The Greatest” e ao fim de 2007 este aí “Jukebox”.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Álbuns que marcaram a minha vida

Inicio hoje aqui uma série que visa manter minha memória viva pra mim mesmo e dar uma caminhada pelos anos . Vou passar a listar álbuns que para mim foram inesquecíveis por qualquer razão que seja.

O primeiro, e talvez um dos mais estranhos, é esse aí de cima, Hit Parade, de 1985. Até um tempo atrás eu teria vergonha disso, mas já superei. Este aí foi o primeiro álbum que eu ouvi direto, que me despertou para os Lps, para a música na minha vitrola.

É, eu sei que seria muito mais Rock, radical, se este primeiro álbum tivesse sido um Led Zepellin, um ACDC, Kiss... mas não foi. o Hit Parade chegou na minha casa não sei como, mas nessa época me lembro que todo mundo só queria saber de ouvir “heavy metal”, e essa, definitivamente não era a minha, então encontrei nesse bizarro Lp umas músicas diferentes.

A trilha é mais ou menos essa aí embaixo
“Deborah” de John & Vangelis
“Always Something There To Remind Me” de Naked Eyes
“Ich Schau' Dich An (Peep Peep)” de Spider Murphy Gang
“Pieces Of Ice ” de Diana Ross
"Der Komissar" de Falco
“I Guess What Did They Call It the Blues” do Elton John
“She Blinded Me With Science” de Thomas Dolby
“Love Is On Your Side” de Thompson Twins
“I Don´t Wanna Dance” de Eddy Grant

Ouvi muito esse LP. Boas lembranças... Colocava pra estudar e a cada 25 minutos mais ou menos tinha que parar para virar o disco. Rotina que me acompanhou durante muito tempo depois já com meu gosto musical um pouco mais apurado.

Pra quem não faz idéia...



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