quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Interpol - Antics


Bom, confesso que começar a escutar um Cd com muita expectativa não é bom. Quase sempre me decepciono. Por isso costumo ouvir várias vezes para entender claramente a proposta, e não ser o único a não gostar de um som.

Interpol me soou meio parecido, similar... ou, alguns podem dizer, de estilo claro. São da mesma turma do The Killers, herdeiros do Echo & The Bunnymen, Cure, Joy Division, etc. Por isso me desanimei um pouco no início. Nada de novo neles... Mas existe uma coisa boa nisso. Não tentam ser mais do que isso. É realmente claro o estilo pós-punk e não há nenhuma pretensão maior e, depois que aceitei o fato, eles me soaram bem legais. É essa a proposta mesmo !

No meio de tanta bobeira e mesmice de hoje em dia, aí está uma banda que faz um som autêntico, tocam o que gostam. Não há nenhuma música comercialmente rentável no álbum, eles não buscam fãs em outras praias e a franqueza disso está do primeiro ao último acorde do CD.

Apesar de melodicamente interessantes o Interpol é uma banda americana, de Nova York. Começaram em 1998 quando Daniel Kessler (guitarra), Greg Drudy (bateria), Carlos Dengler (baixo e teclados) e Paul Banks (guitarra) encontraram-se para tocar.

Depois de rodar por dois anos sem sucesso, em 2000, Greg Drudy deu lugar a Samuel Fogarino e nesse mesmo ano a banda lançou seu primeiro EP pelo selo escocês Chemikal Underground e logo depois participou de uma coletânea do selo Fierce Panda.

Em 2001 a exposição da banda melhorou muito e passaram a abrir shows de bandas mais conhecidas e ter seu nome reconhecido no circuito europeu. Em novembro de 2001 a banda entrou em estúdio nos EUA, para começar a gravar "Turn on the Bright Lights", seu álbum de estréia, que seria lançado em agosto de 2002, pela Matador Records. Foi considerado como um dos melhores álbuns de estréia dos últimos tempos.

Em 2004 lançam este aí de cima, “Antics”, e em 2007, o “Our Love To Admire”, que confirmam a posição de destaque da banda no cenário mundial.

O estilo sombrio, com harmonias densas e pesadas não é nada de novo, mas que mal há nisso? Com mais alguns anos e outros bons álbuns poderão ter fãs que vão acreditar que eles fundaram este estilo.

Vale ouvir o CD inteiro, soa como uma trabalho, tem identidade, mas as ótimas, “Narc”, “Evil” e “Take You On a Cruiser” são o ponto alto do álbum.

NARC

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