sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Lançamentos - Dezembro 2007

Dave Gahan – Hourglass

O “Depeche Mode”, Dave Gahan, alça seu segundo vôo solo e mostra que tem fôlego para ir mais além e criar até uma obra consistente com seu nome. O Álbum é ousado tanto pela sonoridade, nem um pouco pop, quanto pelas músicas sem refrões marcantes. Apesar de não apresentar nenhuma novidade vai agradar aos fãs do Depeche Mode e do estilo defendido por eles, onde a tensão convive pacificamente com a música. Destaque para as faixas "Endless" e "Saw Something" .

Bruce Springsteen – Magic

Eu tentei. Fiz um esforço danado... Mas sempre achei e sinto que sempre acharei Bruce Springsteen um lixo, do primeiro escalão dos lixos. A voz carregada no Delay (Eco mesmo), com um monte de backs femininos nos refrões, um sax ridículo em todas as músicas e o tecladinho anos 80 (para se sentir no cinema vendo “Back To The Future”), fazem dele uma das piores coisas da música atual. Chego a duvidar que isso venda, pra mim é tudo jogada de marketing, ele não vende nada de música, mas dizem que ele vende para ele poder ganhar dinheiro de outro jeito, com aparições em festas, e outras tarefas. A definição para ele é inaudível, chato pacas.

Fernanda Takai – Fernanda Takai

Este álbum mostra a FT como intérprete de músicas antigas, em especial, cantadas pela Nara Leão. Vai ter gente que vai gostar. Mesmo consciente de sua limitação vocal, eu gosto muito do jeito dela cantar, acho que ela tem um estilo único, com personalidade. O repertório alterna bons e maus momentos. Pontos altos “Diz que fui por aí “, “Estrada do Sol” e “Com Açúcar e Com Afeto” . Baixos “Ta-hí” e “Trevo de Quatro folhas”. Pra quem já gosta dela, vale ouvir.



Ouça Com Açucar, Com Afeto
Robert Plant & Alison Krauss – Raising Sand

Está aí uma surpresa legal. Robert "Led Zeppelin" Plant e Alison Krauss se conheceram num concerto em homenagem ao bluseiro Leadbelly. Plant, Rock an Roll, e Krauss, cantora e violinista nascida e criada no sul dos EUA no berço do blues. O resultado é um Cd meio country-blues de muito bom gosto, bem produzido e bem executado. Vocais delicados e solos de violino surpreendem a todo momento num repertório escolhido a dedo e que passeia por velhas canções dos EUA.

Ouça Rich Woman
Duran Duran - Red Carpet Massacre

Nunca fui fã deles mas sempre havia uma ou outra música legal nos álbuns. Porém neste há uma total falta de inspiração e chega a ser difícil acreditar que eles se empenharam para gravar este álbum. Teria sido melho que eles continuassem sem gravar, pois este só dimunui algo de interessante que havia na carreira deles. Um Cd que nem os fãs fervorosos vão gostar, nenhuma música se salva.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Interpol - Antics


Bom, confesso que começar a escutar um Cd com muita expectativa não é bom. Quase sempre me decepciono. Por isso costumo ouvir várias vezes para entender claramente a proposta, e não ser o único a não gostar de um som.

Interpol me soou meio parecido, similar... ou, alguns podem dizer, de estilo claro. São da mesma turma do The Killers, herdeiros do Echo & The Bunnymen, Cure, Joy Division, etc. Por isso me desanimei um pouco no início. Nada de novo neles... Mas existe uma coisa boa nisso. Não tentam ser mais do que isso. É realmente claro o estilo pós-punk e não há nenhuma pretensão maior e, depois que aceitei o fato, eles me soaram bem legais. É essa a proposta mesmo !

No meio de tanta bobeira e mesmice de hoje em dia, aí está uma banda que faz um som autêntico, tocam o que gostam. Não há nenhuma música comercialmente rentável no álbum, eles não buscam fãs em outras praias e a franqueza disso está do primeiro ao último acorde do CD.

Apesar de melodicamente interessantes o Interpol é uma banda americana, de Nova York. Começaram em 1998 quando Daniel Kessler (guitarra), Greg Drudy (bateria), Carlos Dengler (baixo e teclados) e Paul Banks (guitarra) encontraram-se para tocar.

Depois de rodar por dois anos sem sucesso, em 2000, Greg Drudy deu lugar a Samuel Fogarino e nesse mesmo ano a banda lançou seu primeiro EP pelo selo escocês Chemikal Underground e logo depois participou de uma coletânea do selo Fierce Panda.

Em 2001 a exposição da banda melhorou muito e passaram a abrir shows de bandas mais conhecidas e ter seu nome reconhecido no circuito europeu. Em novembro de 2001 a banda entrou em estúdio nos EUA, para começar a gravar "Turn on the Bright Lights", seu álbum de estréia, que seria lançado em agosto de 2002, pela Matador Records. Foi considerado como um dos melhores álbuns de estréia dos últimos tempos.

Em 2004 lançam este aí de cima, “Antics”, e em 2007, o “Our Love To Admire”, que confirmam a posição de destaque da banda no cenário mundial.

O estilo sombrio, com harmonias densas e pesadas não é nada de novo, mas que mal há nisso? Com mais alguns anos e outros bons álbuns poderão ter fãs que vão acreditar que eles fundaram este estilo.

Vale ouvir o CD inteiro, soa como uma trabalho, tem identidade, mas as ótimas, “Narc”, “Evil” e “Take You On a Cruiser” são o ponto alto do álbum.

NARC

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Goo Goo Dolls - Let Love In

Este post é suspeito, já vou logo avisando, pois gosto muito do som deles, desde o primiero Cd que ouvi, gostei do álbum todo. Já tentei fazer coletânea de dois Cds e descobria que só deixava duas músicas de fora, não dá.

Mas na primeira escutada que dei no Let Love In, não gostei de primeira, achei um pouco fraco.Mas, aí veio um dia chuvoso, em casa, eu convertendo as músicas do álbum para o Ipod, e começa a rolar automaticamente o Cd. “Become”, a primeira, soou como se fosse a primeira vez que eu tivesse escutado, aí percebi que não havia escutado bem.

“Strange Love”, apesar de “B” é boa e aí entram “We´ll be here” e “Can´t Let It Go” e lá estavam eles novamente identificados. O Resgate de “Give Little Be” (Supertramp) poderia ter ficado ruim, mas ganhou identidade apesar de pouco diferente do original. “Listen” é “B”, e aí mais duas “A”, sendo a “Better Day” a “Iris” do CD. O Cd prossegue ótimo e finaliza com a música que dá nome ao álbum seguida da “Stay with You”, mais Goo Goo Dolls impossível.

Acreditem, este é o décimo álbum da banda, que nunca teve vida fácil e só estourou mesmo depois de muita persistência, no sexto álbum.

John Rzeznik (Guitarrista e Vocalista), Robby Takac (Baixista e Vocalista) e George Tutuska (baterista), lançaram os primeiros álbuns em 1989 (“Jed”) e 1990 (“Hold Me Up”). Mesmo com comentários positivos, a mistura de Punk, Rock e baladas, não sensibilizou os críticos.

Em 1993 eles lançam “Superstar Car Wash”, que os mantém no mesmo patamar dos anteriores e faz com que o baterista, George Tutuska, desanimado, avisar aos seus companheiros que está deixando o grupo.

Mike Malinin assume o lugar dele em 1995, e eles lançam “A Boy Named Goo”, enfim o primeiro sucesso comercial da banda, deixando marcado o estilo de baladas com guitarras melódicas e distorcidas que prevaleceria no som da banda.

Parece que o ex baterista era o “sapo enterrado”, pois eles foram convidados para participar da trilha sonora de “City of Angels “ e aí... bom e aí veio “Íris”, a música mais tocada nas rádios em 1998.

No mesmo ano lançam, pela Warner Bros., o clássico “Dizzy Up The Girl” que além do mega hit “Iris”, o álbum trazia outras canções de enorme repercussão como “Slide” e “Black Ballon” e com 3 indicações para o Grammy, ficam famosos no mundo inteiro.

Após uma coletânea (2001 – “Ego, Opinion Art & Commerce”) chega em 2002 o inédito "Gutterflower", considerado por muitos como uma espécie de continuação de "Dizzy Up the Girl", com composições tão fortes quanto as do disco anterior, reforçando o caminho de sucesso da banda.

Em 2004 eles comemoram este sucesso com um disco ao Vico “Live in Buffalo”, que mostra uma banda ao vivo com tanto pique quanto no estúdio e em 2006 chega o “Let Love In”, onde estamos.

Acho que tive dificuldades com este Cd pois esperava algo como o “Dizzy Up...” ou “Gutterflowers”. Sem comparar, “Let Love In” mantém a banda no Top do meu ouvido e merece ser escutado.

domingo, 9 de dezembro de 2007

The Police - Maracanã


Bom, eu tinha que ir... e fui. Durante todo dia fiquei pensando como seria ver o show dos caras que achei que nunca mais veria, pois a volta do Police era pra mim tão impossível quanto a volta dos Beatles. Mas o impossível se realizou e lá estava eu com o ingresso na mão!

Entrei no Maracanã lotado assim que começou o showzinho do Paralamas ( eu acho que os três já deviam ter passado da fase de abrir show, pois o som é pior e o público não está muito aí para a banda de abertura) que serviu de música de fundo pra todo mundo procurar o melhor lugar e achar os amigos dentro do estádio.

As 21:30 em ponto o The Police pisou no palco do Maracanã direto com “ Message in a Bottle” emendando em “Synchronicity II”. O show prometia! Mesmo com uma pequena falha no som nas duas primeiras músicas, tudo estava indo bem. E continuou bem quando começaram a tocar as músicas “lado B” da banda como “Voices Inside My Head”, “Driven To Tears”, “Truth Hits Everybody”, “Hole In My Life” e “When The World Is Running Down” entremeadas por “Walking On The Moon” e “Don´t Stand So Close To Me”. Tudo nota 10! E para coroar vieram “Every Little Thing She Does Is Magic” e “Wrapped Around Your Finger”. A sensação era de felicidade completa.

Mas após a “WAYF” pra mim o show mudou, não sei se aconteceu alguma coisa entre eles, ou se foi comigo, mas achei que o andamento das músicas diminuiu, a interação do Sting com a platéia diminuiu e vieram um monte de Hits para os “não fãs”. É claro que “Roxane”, “Every Breath You Take”, “King Of Pain” e “ So Lonely”, nunca ficarão nem perto de ruins. Mas o fato é que a “De Do Do Do De Da Da Da” (acho que a única música deles que eu acho um lixo) foi o divisor de águas do show (veja o Set List abaixo), pois foi a partir dela que o show caiu.

Portanto com nota 10 para a primeira parte e 7 para a segunda, tivemos um show com nota 8,5.

Sting está cantando muito ! Andy Summers é um guitarrista ainda mais ousado e mais confiante e o Copeland, um animal ! Quase 30 anos depois o som é atual e inovador, pois tem muito pouca gente que consegue juntar Jazz, Reggae e Rock no mesmo saco e ter um resultado tão surpreendente

Críticas sonoras a parte, foi fantástico ter visto o “impossível” e poder guardar essa recordação como uma vitória, ou melhor um presente, para todos que gostam de música.

Set List

Message in a Bottle
Synchronicity II
Walking On The Moon
Voices Inside My Head
When The World Is Running Down
Don't Stand So Close To Me
Driven To Tears
Truth Hits Everybody
Hole In My Life
Every Little Thing She Does Is Magic
Wrapped Around Your Finger
De Do Do Do De Da Da Da
Invisible Sun
Walking In Your Footsteps
Can't Stand Losing You
Roxanne
King Of Pain
So Lonely
Every Breath You Take
Next To You

sábado, 24 de novembro de 2007

Jay Vaquer - Formidável Mundo Cão

Lá vai a terceira boa surpresa. Há muito tempo não parava para pensar se um álbum nacional de um artista novo era bom ou ruim, pois em tempos de CPM 22, Detonautas, Pitty, etc... minha vida de Rock nacional era toda ruim..

Jay Vaquer está sendo uma bela surpresa. Com uma voz bem parecida com a do Pedro Mariano, Vaquer é filho da Jane Duboc com o guitarrista americano Jay Anthony Vaquer, é carioca e começou de fato sua carreira no ano 2000 participando do musical Cazas de Cazuza e, depois do sucesso do musical, lançou seu primeiro disco, “Nem Tão São”, pela Jam music. Em 2004 gravou seu segundo álbum, "Vendo A Mim Mesmo", com 13 faixas e seu terceiro álbum, "Você Não Me Conhece" veio em 2005 pela gravadora EMI.

Este é seu quarto álbum e foi lançado este ano, sendo a faixa título do Cd uma corajosa pancada de realidade e só não é a melhor do Cd, pois o álbum tem a fantástica “Estrela de Um Céu Nublado”, com a (ótima) participação da Meg Stock (Luxúria). A música é uma “Faroeste Cabloco” do Rock, conta uma história gigante e crua, num ritmo tenso e com refrão. Além delas, a primeira do álbum “ Poder Demais” é ótima de ouvir. “Longe daqui” e “Breve Conto de Um Velho Babão” também são no esquema de história, com boas letras. “Por Um Pouco de Paz” agrada muito e ele só peca um pouco quando tenta as músicas mais lentas, mas nada que comprometa. Suas letras são atuais e a sonoridade é cheia de surpresas, com excelentes músicos na banda, e produção de primeira. O som é redondinho.

Ouvir este Cd do Jay Vaquer é uma necessidade para qualquer um que imagine que há salvação no Rock por aqui.

Radiohead - In Rainbows


Bom, a segunda boa surpresa que tive esses dias foi este Cd aí de cima, aliás Cd não, álbum, compilação de músicas, trabalho ou o que quiserem chamar as novas músicas que o Radiohead disponibilizou em seu site oficial com preços a escolher.

Deixando as polêmicas de lado, já que os caras conseguiram desagradar as grandes gravadoras e as bandas novas ao mesmo tempo (!!??), o trabalho me surpreendeu, apesar de achar que deve ter desagradado os fãs mais fervorosos, ou até por isso mesmo. Há uma mudança no estilo. Este álbum é mais agressivo, tem um pouco mais de gás, e não apenas a melancolia Radioheadiana, a começar pelas inspiradas “15 Step” cheia de batidas e guitarras e baixos e teclados cada um entrando em um momento e “Bodysnatchers” com superbaixo distorcido para ouvir alto.

“Nude” remete ao pouco de Radiohead que eu conheço, mas nesse novo contexto agrada e muito. A seguir vem a viajante “Weird Fishes/Arpeggi” maravilhosa e a melhor do álbum. “All I Need” mantém o nível e aconselho ainda a “Reckoner” e “Jigsaw Falling Into Place”.

Este é o sétimo álbum deles que começaram em 1987, mas só tiveram seu primeiro álbum, “Pablo Honey”, lançado em 1993 depois de terem a música “Creep” estourada nas paradas. Em 1995 veio o “The Bends” com a balada “Fake Plastic Trees” também estouradíssima. Mas foi com “OK Computer”, dois anos depois, que chegaram ao ponto máximo que um grupo pode chegar. O álbum foi eleito por revistas especializadas como o “melhor de todos os tempos", vendeu 4 milhões de cópias e faturou um Grammy. Em 2000 veio o não tão badalado “Kid A” e em 2002 o “Amnesiac” que também teve pouca repercussão. O sexto álbum “Hail to The Thief” volta a empolgar e marca o fim da relação da banda com as gravadoras.

Procuro não ler críticas antes de postar aqui, mas tenho certeza de que exatamente por ser mais fácil de gostar este álbum deve ter recebido críticas ruins. Mas eu digo uma coisa, talvez seja o álbum que faça a mim e a alguns outros se interessarem pelos seis anteriores e, polêmicas a parte de novo, fiquei fã dos caras ao colocarem tudo de graça, ou por quanto cada um achar que vale.

Eu não paguei nada... mas vou consumir mais Radiohead a partir de agora. E, para mim, aí está a grande questão....Qual é o valor disso ?

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

David Gray - Flesh

Tive três boas surpresas musicais nos últimos dias e vou tentar falar das três por aqui.

A primeira boa surpresa foi um cara chamado David Gray. Comecei ouvindo por acaso, pois gostei de uma música isolada que ouvi e aí procurei, coloquei no Ipod e sem querer enquanto escolhia o que ouvir no carro deixei o som rolar o quando percebi estava gostando muito. O cara tem uma voz diferente meio rouca, meio country e boa de ouvir. Aconselho as ótimas “The Light”e a seguinte “Coming Down” se gostar vale depois ouvir tudo.

David Gray nasceu na Inglaterra em 1968 e teve seu primeiro álbum, “A Century Ends” lançado em 1992 pela Hut Records . Esse Cd aí de cima, “Flesh”, foi lançado em 1994 e ainda passou despercebido do grande público. Depois desses dois trabalhos, David foi dispensado da Hut e contratado pela EMI onde lançou o “Sell, Sell, Sell” e voltou à estrada abrindo shows para Dave Mathews Band e Radiohead . Mas, apesar da notoriedade, perdeu seu contrato com a EMI e partiu para uma carreira independente gravando seu quarto trabalho, “White Ladder”, no seu próprio apartamento e distribuindo-o pela sua própria conta através da IHT Records sendo este considerado o maior êxito de Gray, tanto que no ano 2000 seu amigo Dave Mathews relançou o Cd através da sua própria gravadora.

Gray lançou ainda em 2002, “A New Day of Midnight” e em 2005, “Life in The Slow Motion”.

Levando em conta que o “Flesh” que comento aqui não é considerado um de seus melhores trabalhos e que nem a ótima “The Light”está entre as mais cotadas no Itunes creio que terei muito a ouvir de David Gray.

Voz diferente, estilo leve e suave, uma guitarra com som ótimo sempre ao fundo. Por tudo isso ele merece ser escutado com atenção.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Maria Rita - Samba Meu


Junte compositores sempre inspirados, músicos de primeira e uma cantora com uma voz abençoada e teremos um trabalho primoroso, certo ? Errado! Maria Rita peca desde o início, desde o título do CD, “Samba Meu”.

Longe de ser um Cd ruim, não é, não mesmo. Mas é um Cd esquisito, falta alguma coisa, as música são ótimas, os músicos maravilhosos, tudo de primeira, mas...definitivamente acho que o problema é ela, ela não é do samba, e nem tentou ser, falta malandragem, malemolência, desgarro, erro, sei lá... falta alma!

O Cd Já começa com um samba triste pra baixo, pra moderninhos, meio “cult” (nada no samba pode querer ser cult). E aí meu mal humor com o disco começou. A seguinte “O Homem falou”, do Gonzaguinha me irritou mais ainda, é uma ode ao desfile das escolas de samba. Ela tem seu momento e não é num CD de samba da Maria Rita.

A partir daí entra em campo um dos melhores compositores de samba da história, Arlindo Cruz, com a ótima “Maltratar não é direito”, que sem dúvida deveria ser a primeira música do CD, e aí fica fácil para ela. Depois vem “Num corpo só”, também dele, que é a cara da Maria Rita, e talvez a segunda melhor do CD. Ele ainda emplaca a leve “Tá perdoado”, a normalzinha “pra declarar minha saudade”, a pagodesca “O que é o amor” e (ufa!) a dificílima de cantar “Trajetória”. Total, 6 músicas do Arlindo Cruz.

“Mente ao meu coração”, originalmente cantada por Paulinho da Viola, é um choro de primeiríssima, lindo e ficou maravilhoso com ela, tiro certo! Está aí disparada a melhor do Cd.

“Novo amor” e “Maria do Socorro” de Edu Krieger ficaram bobinhas na voz dela. De novo, essas músicas claramente não pertencem à MR, ela precisa pegar muito sol pra cantar isso.

Já sem muitas esperanças chegamos às duas últimas músicas do Cd que apenas continuam... sem nada de novo.

Talvez o erro do Cd tenha sido a falta de humildade do título, tenho certeza de que se fosse “samba deles” ouviríamos com muito mais carinho e paciência, pois o samba não é presunçoso, é humilde, cru. A única cantora hoje da MPB “chic” que pode se dar ao luxo de entrar no meio do samba chama-se Marisa Monte, e até hoje ela quase se desculpa, pede a benção e licença antes de cantar.

Continuo gostando muito da Maria Rita e vou continuar ouvindo sem empolgação o “Samba Meu”, pois ao fim das contas o Cd não é ruim, só falta alma.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Louis Prima - The Wildest


É inacreditável que eu tenha chegado até essa idade sem nunca ter ouvido este álbum magistral. “Louis Prima – The Wildest” é um dos álbuns que deveria ser obrigatório na escola, simples, ingênuo e delicioso. Jazz, jazz, jazz, com uma pitada de Rock´n Roll. Vale lembar que à época, NÃO EXISTIA ROCK !!

A obra começa com a radiante “Just A Gigolo/ I Ain´t got Nobody”, vale prestar atenção principalmente na dinâmica da música, garavada ao vivo (é claro!), pois esse gás só se tem ao vivo. Segue com a rapidinha e ótima “For My Baby”, na voz de sua companheira de palco e mulher Kelly Smith, 21 anos mais nova (ela tinha 22 quando gravou), passa pela brincalhona “The Lip” e encontra a “Body And Soul”, onde Prima mostra todo seu talento de músico e instrumentista. A música é perfeita, o ritmo, a dinâmica e, principalmente, seu poderoso trompete. Ele faz o que quer com a música!

O que se segue é uma vontade enorme de ter estado dentro do estúdio no dia dessa gravação. Enquanto Prima esbanja em seu solo na ótima “Oh Marie” ouvem-se as vozes dos músicos rindo, gritando e assoviando ao fundo, maravilhosamente empolgados!

A Medley “Basin Street Blues”, depois “Jump, Jive An Wail” e “Buona Sera”, são uma viagem de primeira classe à New Orleans. “Night Train” é um strip tease, e a obra fecha no melhor estilo com toda a Big Band tocando alto, os trompetes duelando, todo mundo conversando ao fundo naquela que hoje é uma das músicas mais cantadas nos estádios de futebol, “You Rascal You”, impossível não lembrar.

Prima, nasceu em Nova Orleans e costumava tocar em clubes locais na década de 30 e 40 e depois em Nova York Em 1954 se viu sem trabalho e foi parar em Las Vegas com sua mulher. Lá conseguiu de favor umas apresentações no lounge do Sahara, e para isso contratou o jovem saxofonista Sam Butter para liderar a banda. O sucesso foi imediato e o que aconteceu depois foi a gravação deste álbum em abril de 1956.

Eu tenho restrições ao Jazz, não sou seu maior fã, mas esse álbum me fez esquecer qualquer pré-conceito, ou barreira e só lembrei disso depois que já tinha ouvido os voadores 32 minutos de álbum umas três vezes. Este álbum é mais do que imperdível, é fundamental!

sábado, 20 de outubro de 2007

1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Já tinha visto este livro há alguns meses, mas fugi da livraria, literalmente. Da última vez, que o vi, na Saraiva, peguei, folheei, namorei e passei no scanner de preço – R$ 98,00 ! Felizmente, resolvi dar uma olhada na saraiva.com – R$ 47,00 + frete, como pedi para pegar na loja, não tem frete ! Ou seja, R$ 47,00 !! Menos da metade do preço. Bem, o livro chegou ontem.

Achei que ele ficaria na sala de casa para, de vez em quando, eu ler sobre um ou outro CD, sem maiores compromissos. Ledo engano, estou lendo compulsivamente página a página, ordenadamente, e tentando ouvir Cd a Cd cronologicamente. Sei que não vou gostar de tudo, sei que o livro é escrito por americanos, e sei que nem de longe haverá menções à todo arsenal maravilhoso e criativo da música brasileira ou até da latino-americana e sei mais ainda que não é por causa dele que vou virar um expert em música mundial. Mas uma coisa é ouvir Frank Sinatra, Elvis Presley, Beatles, Beach Boys, ACDC, The Clash, Marvin Gaye, etc, etc, etc.e outros à toa, e outra coisa é situá-los no tempo, saber o que foi aquele disco, como e porque ele foi gravado e o que representou.

Vou ficar maluco, eu sei, pois agora mesmo estou ouvindo o primeiro da lista e adorando. Mas uma frase escrita por um dos autores na introdução do livro me alivia.

“ De minha parte aprendi muito durante os meses em que estive envolvido com a produção deste livro. E posso afirmar com toda a certeza: Não é possível sofrer uma overdose de música.”

Então... ao vício ! Liberado para ser lido e ouvido compulsivamnente !!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

U2 - The Unforgetable Fire

É, às vezes preciso subir à superfície para respirar um pouco e às vezes, mas só as vezes, me dou conta que estou ficando velho. Estava ouvindo U2, The Unforgetable Fire e comentei com uma pessoa que trabalha comigo sobre a qualidade deste cd, na verdade eu disse, pqp, esse Cd é bom pra C#$#alho !! E, para minha surpresa eu ouvi a resposta que eu dava para meu pai quando ele me mostrava alguma coisa interessante (me lembro até hoje do Bread, achei ótimo, mas falei para ele que era velhinho!), “-- é velhinho isso, não?”.

Como daqui há 50 anos o que tocava em 2007 e o que tocava em 1987 serão igualmente velhos e farão parte da mesma pré-história, e como a função aqui é expor meus dramas musicais, lá vai !!

Eu considero o "The Unforgetable Fire" o trabalho mais legal do U2! Calma, eu explico. O primeiro disco (isso mesmo, disco de vinil mesmo) do U2 que eu comprei foi o “The Joshua Tree”, que eu e meio mundo considera o melhor trabalho da banda. Mas, gostar do “Joshua” é mole !

Depois do “Boy”, “October” e “War”, o U2 já era reconhecido como uma ótima banda e fazia um certo sucesso, e em 1983 veio o “Under a Blood Red Sky”, ao vivo, sedimentando esse suceeso. Então, em 1985, eles lançam o “Unforgetable Fire”, rompendo com o estilo pré existente da banda, meio Punk e que, sem nenhuma dúvida, cansaria em breve.

O álbum, tem uma cara de independente e dá a impressão que eles se libertaram de alguma coisa, leva a banda para um lado mais calmo, mais maduro, mais “triste”, e isso na minha opinião é o divisor de águas do U2. Após esse álbum vieram o "Joshua Three" e o "Rattle and Hum". Então, por isso considero ele o mais interessante, pois é o momento que antecede o êxtase !!!

As faixas “A Sort Of Homecoming” e “The Unforgetable Fire” são obras primas da música pop, não cansam, não ficam velhas. “Wire”, guitarraça the Edge e baixo slap raramente visto, rasga. “Pride”, claro, no comments... “Promenade” é bela e corajosa. “Bad” é um marco, mostra como será o U2 nos 20 anos seguintes. E por aí vai todo álbum transcorrendo copo um copo de água gelada.

“Walk on by, walk on through,
Walk till you run.
And dont look back.”

E os caras foram mesmo, sem olhar pra trás !

domingo, 14 de outubro de 2007

Midlake - The Trials of Van Occupanther


Comecei com o Midlake por causa de uma música que ouvi e achei ótima (Roscoe), me soou antiga e moderna ao mesmo tempo, então resolvi conferir o trabalho dos sujeitos.

Pode parecer que tenho dado sorte, na verdade tenho sim, um pouco, mas de vez em quando ouço umas porcarias que estou evitando postar. Bom, digo isso porque o Cd do Midlake, The Trials Of Van Occupanther, é muito bom, mesmo. Ele é todo assim, passado e futuro, a flauta convive com o sampler de bateria, que convive bem com a voz dobrada, com o piano acústico e com o violino. Parece Al Stewart (Roscoe), parece Eagles (Head Home) parece A-ha (Young Bride), parace Kings Of Convenience (Van Accupanther) enfim, parece Midlake !! Eles têm um som deles, é uma banda com identidade, pois quando uma banda se parece com um monte de gente tão diferente é porque conseguiram se achar.
E eu podia jurar que eles eram europeus, perderia minha aposta feio. Eles são, acreditem, americanos, do Texas. O que me acalma por ter errado feio, é que apesar de americanos, fizeram sucesso primeiro na Europa !!
A banda, formada em 1999 por Tim Smith (vocal, guitarra, teclado), McKenzie Smith (bateria), Paul Alexander (baixo), Eric Nichelson (guitarra), and Evan Jacobs (teclado), todos estudantes de Jazz da University Of North Texas, lançou seu primeiro trabalho com o nome de The Cornbread All-Stars e era muito influenciada pelo Jazz/Fusion. Após esse início a banda adentrou totalmente no Rock, Indie, sob influências de Radiohead, Travis e outros.
A estréia com um álbum completo é em 2004 com o Bamnam and Silvercook, gravado em casa e masterizado nos famosos Abbey Road Studios e mostra o novo rumo low profile psicodélico-eletrônico que a banda havia tomado. Em 2006, lançam pela gravadora independente Bella Union esse The Trials Of Van Occupanther.


Mais uma banda ótima, com um Cd incrível e que “ninguém” conhece ! Definitivamente se alguém que “entende” de música disser que a internet atrapalha o mercado, não entende nada de nada, muito menos de música. Quando eu teria a oportunidade de ouvir Midlake? Só quando tocasse no rádio !!! Ou seja, nunca, pois Midlake nunca vai tocar na rádio e mesmo que toque, não sei mais o que é isso.

domingo, 7 de outubro de 2007

Jimmy Eat World


Gostei, aliás gostei muito ! Uma banda que tem a coragem de fazer um CD com 15 músicas e uma delas ter 16:13 minutos, deve ser ouvida. O JEW é a eterna banda alternativa dos EUA e chegaram até a tocar na festa de casamento guitarrista e vocalista do Blink 182. O título “alternativo” deve-se talvez a hibridez do som ou porque sua sonoridade não soa “EUA” (já pela faixa 1 – Table for Glasses, espetáculo). É uma mistura de New Order ( Faixa 2 – Denver Mint !! Puro NO), Indie Rock e Pop, porém sem a mínima rendição ao Pop. Dá pra sentir durante todo o CD uma necessidade de fuga do sucesso, quando se acha que o Cd vai ficar Pop (faixa 4 – Believe In What You Want e 5 – A Sunday, ótimas), vem em seguida a excelente faixa 7 “12.23.35”, completamente “out” e a faixa 8 “Ten” (a melhor do CD). Daí pra frente é tudo legal e a grande surpresa fica na faixa 13 – Goodbye Sky Harbour, com inacreditáveis 16 minutos de suave, hipnotizante e boa música.

A banda foi formada em 1994 no Arizona e seu primeiro Cd, lançado pela gravadora independente Wooden Blue Records, teve repercussão zero. Em 1996 a Capital Records adota a banda e lança “Static Prevails”, mas não investe nada na banda e com isso eles lançam mais dois Cds independentes (nada mais underground, chutar a Capitol e lançar 2 Cds por conta própria!!), o “Singles” e outro Ep. Este CD aí de cima “Clarity” foi lançado em 1999 e é classificado como “difícil de assimilar, pela complexidade musical” (adoro isso) e novamente a Capitol não dá a mínima para o Cd, porém na cena Alternativa o JEW chega aos mais altos patamares que uma banda pode chegar.

Enfim o JEW deixa a Capitol e vai para a Dreamworks lançar o Bleed América, em 2001, que depois comento aqui.

Apenas um parêntese, a banda tem um som tão indefinido que dependendo do rumo que tomam pode ficar não tão boa. Não gostei das música mais pesadas, são bobinhas e soam adolescentes. Ou seja, Jim Adkins (vocal e guitarra), Tom Linton (guitarra e back vocal), Rick Burch (baixo) e Zach Lind (bateria) são legais quando são alternativos mesmo.

JEW - Clarity é imperdível !

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A-Ha - Analogue


Confesso que nunca fui fã de A-ha. Quando eles estouraram do lado de cá, plena década de 80, eu ainda estava sob os efeitos do Rock Nacional e cultivava aquela implicância adolescente por bandas com grandes arranjos eletrônicos. Baixo, bateria, milhões de teclados, tudo eletrônico. Eu definitivamente não gostava.
Bom, algum tempo passado desde as festinhas de 15 anos, me deparo com o CD Analogue, de 2005. Aí veio aquela nostalgia e a surpresa de ver a banda ainda em atividade, embora completamente esquecida por aqui. Baixei e ouvi. Ouvi uma, duas, três, sei lá quantas vezes mais. O CD é muito bom e totalmente diferente do A-Ha que temos na memória. A introdução fica por conta de Celine, com uma levada dinâmica e muito bem construída. Seguida por Don't Do Me Any Favours onde violão e guitarra assumem o lugar dos infindáveis teclados dos anos oitenta. Vamos pular Cosy Prisions que é meio chatinha e vamos a música que dá nome ao álbum Analogue é a melhor do disco. Não vou comentá-la. Birthright até que lembra as melodias dos 80, é uma baladinha legal. E o disco segue com Holyground, Over The Treetops, Halfway Through The Tour, The Fine Blue Line, Keeper Of The Flame, Make It Soon, White Dwarf, terminando com The Summers Of Our Youth. Todas estas mais intimistas. Tá bom, meio chatinhas mesmo, mas vale ouvir e ver que apesar do frio norueguês os caras estão em forma!

domingo, 30 de setembro de 2007

Audio Adrenaline - Until My Heart Caves In


Estranhei este Cd, pois raramente acontece isso de uma banda fazer ótimas baladas e péssimos "outros", pois é exatamente isso que acontece com o Audio Adrenaline. Para se ter uma idéia as duas primeiras músicas do CD parecem brincadeira, são inacreditavelmente ruins, a começar pelos nomes "Clap your Hands" (?!?!) e "Until My Heart Caves In" ("I am a Warrior", como assim ?!?!). Pule, apague, por mais que a curiosidade não deixe. Porém a partir daí o Cd começa a ficar bem melhor, podendo até ser classificado como bom. "King", "Melody" e "Starting Over" são ótimas, "Light of the Sun", também, e até os roquinhos que vem depois delas soam bem melhor, pois o problema real são as duas primeiras músicas, é sério, achei ser um erro gravíssimo de repertório !

Mas a coisa é tão estranha que tinha de haver alguma razão "maior" para tal despropósito, pois duvidei que um empresário/produtor de rock, deixasse isso passar, então, para completar, já que musicalmente falando, gosto de surpresas, fui pesquisar sobre a banda para postar aqui. Segue abaixo:

"Audio Adrenaline foi uma banda de rock cristão, formada por volta dos anos 1990, no Kentucky Christian College em Grayson, Kentucky, Estados Unidos. Junto com dc Talk e Newsboys, eles se tornaram rapidamente uma das bandas de pop rock Cristão de maior sucesso dos anos 1990. Eles são mais conhecidos pelo seu hit de 1993 "Big House" e são a atração principal no festival anual Creation Festival."

Então tá bom ! Ouví-los e mantê-los dentro dos meus parcos 30 Gb de Ipod mostra minha total e absoluta falta de preconceito musical. Apaguei as 2 primeiras músicas e mantive o CD !


sexta-feira, 21 de setembro de 2007

The Cure - The Top

Muitas vezes fico aqui correndo atrás de coisas novas e inéditas mas é sempre bom ter a reserva estratégica de coisas mais antigas. Fiz questão de postar este CD, pois é um trabalho que mostra bem o que é uma banda atemporal. O The Cure foi, sem dúvida, uma das bandas mais importantes da década de 80, mas na minha opinião é uma das bandas mais consistentes da história. O grande nome por trás disso tudo é Robert Smith. Nascido em Blackpool, Inglaterra, o vocalista é o criador de quase tudo que a banda gravou e único membro a nunca abandonar o The Cure. Montou o Easy Cure, em 1977, ao lado do baterista Lol Tolhurst, do baixista Michael Dempsey e do guitarrista Porl Thompson. Após uma experiência não muito agradável com a gravadora Hansa, gravaram o single “Killing An Arab”. Bob assumiu as guitarras e agora como trio, mudam o nome do grupo para The Cure.

No ano de 1979, foi lançado o ‘debut’ “Three Imaginary Boys”, que saiu nos Estados Unidos como “Boys Don’t Cry”, e acabou se tornando uma das composições mais famosas da banda. Dempsey, no entanto, resolveu deixar o The Cure e foi substituído por Simon Gallup.

O segundo trabalho “Seventeen Seconds” trouxe ainda mais popularidade para os ingleses e a música “A Forest” impulsionou as vendas do álbum em todo o mundo. Os discos seguintes são considerados grandes clássicos do Rock Gótico, “Faith” de 1981, e “Pornography”, de 1982, com os hits “A Strange Day”, “The Hanging Garden” e “Cold”.

No ano seguinte, Gallup anuncia a sua saída e a dupla Bob e Lol resolve dar um tempo no grupo. O vocalista faz algumas participações com o Siouxie and the Banshees e o The Cure só volta em 1984, com “The Top”, trazendo no line up Phil Tornalley no baixo e Andy Anderson na bateria.

Mas essa formação não duraria muito. Boris Willians, Porl Thompson e o antigo baixista, Simon Gallup integram o time e “The Head On The Door” chega ao topo das paradas nos EUA e na Inglaterra.

Uma coletânea de singles, intitulada “Standing on a Beach”, saiu em 1986 e o inédito “Kiss Me Kiss Me Kiss Me”, veio no ano seguinte e, além da faixa-título, também foram muito executadas ‘‘Why Can’t I Be You?’’ e “Catch” e “Just Like Heaven”.

Em 1989, o The Cure passou por momentos bons e ruins. O fato positivo foi “Disintegration”, álbum ovacionado pelos fãs e críticos. Por outro lado, Lol Tolhurst abandona o grupo e alimenta uma longa briga judicial com seu antigo companheiro Robert Smith, sendo substituído por Roger O’Donnell.

“Mixed Up”, um álbum de remixes saiu um ano depois e o inédito “Wish” colocava o The Cure de volta nas rádios com a pop “Friday I’m In Love”. Em 1993, o ao vivo “Show” chega às lojas e logo em seguida vem outro “Paris (Live)”.

Em 1996, “Wild Mood Swings” causa uma certa divisão entre os fãs devido ao experimentalismo presente em todas as composições. Mais uma coletânea de singles, dessa vez “Galore” foi lançada e para a surpresa geral, Robert Smith anuncia que o The Cure vai acabar. Como uma despedida para os fãs, gravam “Bloodflowers”, um disco no melhor estilo do The Cure, uma banda que marcou para sempre a história do Rock e que continua conquistando milhares de fãs em todo o mundo, mesmo após terem anunciado o seu fim.

O "The Top” não é, sem dúvida, o melhor trabalho da banda, mas para mim é o que melhor caracteriza a banda, pois, assim como o “Desintegration”, tem um pouco de tudo. Só um aviso aos navegantes: não se gosta mais ou menos do The Cure, então, se não gostou, não insista, espere um novo momento da sua vida, comece ouvindo o “The Head On the Door”, por exemplo, esse sim, bem mais fácil de gostar.

sábado, 15 de setembro de 2007

Tonic – Lemon Parade


Essa busca por coisas novas e desconhecidas dá um trabalho danado, mas a recompensa vale a pena. Ouvir uma banda boa que quase ninguém conhece, ter a certeza de que o carro ao lado não está ouvindo a mesma coisa que você vale a busca. Me deparei com este CD nem sei como, e tive a agradável surpresa. A banda não tem nada demais, é só um ótimo som, parecido com alguns que tem por aí. Mas ninguém conhece !! Quem gosta de Goo Goo Dolls, Matchbox 20 e outros no estilo, não deve deixar de ouvir. Aconselho as faixas “Casual Affair”, “If you could only see” e “Open Up You Eyes” exatamente as três primeiras deste Cd. Após isso, o Cd tem uma leve caída, mas dá pra deixar rolando ele todo sem problemas, pois a voz do cara é ótima e a sonoridade do Cd também. A banda formada em 1993, em Los Angeles, é composta por Emerson Hart (Guitarra e voz), Jeff Russo (guitarra), Dan Rothchild (baixo) e Kevin Shepard(bateria) e gravou este álbum em 1996, mas soa atual à beça. Em 2003 receberam dois Grammy na categoria de melhor grupo vocal de rock e melhor álbum de rock. Vale a conferida!

http://w13.easy-share.com/5400201.html

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Snow Patrol - Eyes Open


Fui ouvir este Cd por desencargo de consciência, já que a banda é muito falada e eu tinha escutado uma música e achado meio sem graça. Mas dessa vez ouvi com calma (graças a um sensacional engarrafamento) e gostei, ou melhor, gostei muito. “You are All I have” é muito boa, “Hands Open” tem força, “Shut Your Eyes”, é ótima e ainda há a “Open Your Eyes”, famosinha das pistas de dança, mas aqui, na versão original.

Como não podia deixar de ser, lá estou eu outra vez elogiando uma banda Irlandesa. Eles começaram em trio, formado por Gary Lightbody (voz e guitarra) Mark McClelland (baixo e teclados) e Jonny Quinn (bateria), lançaram seu primeiro álbum em 1998, e em 2001 ganharam o guitarrista Nathan Connolly que ajudou a trabalhar o CD Final Straw (2MM de cópias vendidas em sua terra natal). Em 2005 os sujeitos abriram os shows da turnê Vertigo do U2 na Europa e logo após veio este Cd aí de cima, “Eyes Open”, que alguns críticos consideraram um “épico”, pois acabou com um jejum de 13 anos em que nenhuma banda da U.K. figurou na lista dos Top 5 da Bilboard.

Conclusão: nada como ouvir um CD pelo menos duas vezes. Eyes Open é um ótimo Cd, de bom gosto e merece os elogios que recebeu.

The Magic Numbers - The Magic Numbers


Está aí uma bandinha diferente com um CD diferente. Não disse que é bom nem ruim, é diferente. Do início ao fim os instrumentos mantém a mesma sonoridade simples e básica, o vocal, duplo, de Romeo Stodarts e Angela Gannon, não se altera durante todo o CD. É como se houvesse uma preguiça musical, é como se fosse a mesma música do início ao fim.

Não disse que é ruim, nem bom, é diferente!

O líder, vocal e guitarrista, Romeo, e Michelle (baixo e vocais), sua irmã, nasceram em Trinidad e na adolescência se mudaram para New York e logo depois foram parar na Inglaterra, onde conheceram os também irmãos Sean (bateria) e Angela Gannon (percussão, metalofone e vocais) e aí estava a banda pronta para o sucesso. Portanto, The Magic Numbers é um quarteto inglês composto de dois irmãos e duas irmãs. O grupo foi formado em 2002, e em junho de 2005 lançou o aclamado álbum de estréia entitulado The Magic Numbers.

Tudo pode parecer simples, mas não é. Apesar de parecido o tempo todo o CD é complexo e tem melodias interessantes, sua sonoridade 60’s nos faz passear no tempo. Talvez seja essa a mágica dos números. Vale a escutada, principalmente nas ótimas "Love´s a Game" e "I See You, You See Me".

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

The Killers - Hot Fuss


Pegando carona e já aquecendo para o Tim Festival, vou falar de uma das melhores bandas que ouvi nos últimos anos. The Killers.
The Killers
A banda começou no final de 2002, quando o vocalista Brandon Flowers respondeu um anúncio colocado por David Keuning em um jornal local de Las Vegas. Na época, Brandon tinha acabado de ser despedido de sua banda anterior por não querer se mudar com o grupo para Los Angeles.
David e Brandon começaram a compor logo que se encontraram e assim escreveram "Mr. Brightside", uma das únicas músicas que eles continuam tocando em todos os shows da banda. Depois de fazer testes com alguns bateiristas e baixistas, os dois musicos conheceram Ronnie Vannucci, um estudante de percussão clássica na universidade de Nevada em Las Vegas e o baixista Mark Stoemer.
Alternando os ensaios entre uma garagem e a Universidade de Ronnie, a banda começou a compor e dar vida às músicas que sairiam mais tarde no primeiro álbum do Killers, Hot Fuss. As músicas falam sobre assassinos, vítimas de AIDS do estúdio 54, namorados andógenos e por aí vai.
As notícias correram rápido sobre a banda e chegaram aos ouvidos de um selo londrino independente chamado Lizard King. Os caras do the Killers assinaram com o selo e saíram em sua primeira turnê, pela Inglaterra. A banda dividiu seu tempo entre sua turnê pela Inglaterra e a gravação do primeiro disco. As gravações demoraram cerca de três meses
O disco Hot Fuss foi lançado em junho de 2004, com 11 músicas.
O álbum é tão bom que fica difícil destacar algo. Depois que você ouve "Jenny Was a Friend of Mine", a primeira do disco, fica quase impossível parar. Arranjos excelentes e dinâmicos, harmonia bem construída e bons músicos.
IMPERDÍVEL!!!

Juliette and the Licks – Four on the Floor



Rock and Roll !! Rasgado, de primeira. É guitarra gritando pesada, voz dobrada no refrão, sem sombra de teclado e bateria de Rock. Esta é a banda da Juliette Lewis, aquela atriz de Assassinos por Natureza, Um Drink No Inferno e Cabo do Medo. Ela, que abandonou tudo para tocar, é a voz do quinteto que conta ainda com Jason Womak (baixo), Todd Morse (guitarra), Kemble Walters (guitarra) e Ed Davis (bateria).! Porém, quem gravou este Cd na bateria foi o cara do Foo Fighters, Dave Grohl.

Juliette cresceu ouvindo The Who com o pai e conheceu Iron Maiden com o irmão mais velho, o que a aproximou da música pesada, mas o Cd tem a simplicidade do melhor Rock e a “menina” não canta, ela sofre! é visceral e contagiante.

Sorte de quem gosta de um bom rock ‘n’ roll. Está aí uma grande surpresa ! Aconselho “Get Up”, “Sticky Honey”, “Hot Kiss” e, claro, “Bullshit King” (com esse nome, obrigatória) para sentir o estilo! Ouça alto e aguarde para ver a banda, formada em 2003, ao vivo, no TIM FESTIVAL 2007.

domingo, 26 de agosto de 2007

Keane - Hopes and Fears


Não é por nada não mas sempre que me deparo com um som novo e gosto de primeira, descubro que o som vem da Inglaterra ou associados. Keane é mais um exemplo disso, ouvi “Somewhere Only We Know” e tinha certeza de que iria gostar do resto. E foi o que aconteceu, o CD “Hopes and Fears” lançado em maio de 2004 não é elogiado só por mim, o álbum foi muito bem recebido pela imprensa, rendendo elogios do conceituado jornal inglês Sunday Times e da revista Rolling Stone.

A história deles começa dez anos antes na cidade de Battle, Inglaterra, onde a banda foi fundada. Interessante é que Keane, não é o nome de nenhum deles. Tim Rice-Oxley (baixo, guitarra e vocal), Richard Hughes (bateria) e Tom Chaplin (teclados) formam a banda que só engrenou de verdade depois que decidiu deixar as guitarras de lado ! Isso mesmo, assim que ficou decidido que o som da banda seria baseado no piano, a música “Everybody´s Changing” emplacou pelo selo Fierre Panda, até que em 2003 o selo Island convidou a banda para gravar o primeiro CD, que é esse aí em cima. Excelente, em todos os sentidos.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Donavon Frankenreiter – Move By Yourself


Depois de duas postagens de cds “fracos", venho com um excelente. O som do Donavon é meio anos 70, meio surf music, tem conteúdo e tem identidade. Destaque para a faixa que dá título ao CD, uma dance 70’s com direito a tecladinho Roberto Carlos, solo de guitarra distorcida e linha de baixo marcada. O Cd segue com a segunda "The Way it is" que nos faz decidir ouvir todo o CD, pois é uma balada ótima com guitarra anos 70 e baixo marcado também. Daí para frente é só boa música. Pra definir melhor se o Jack Johnson fosse bom ele seria Donavon Frankenreiter.

RJD2 – The Third Hand


Está aí um cara estranho com um Cd estranho. Por mais eclético e heterogêneo que um trabalho possa ser, há limites, e ele ultrapassa. A carreira de Ramble John (RJ) é toda voltada para o Rap, mas ele tenta vôos mais altos pela música e eu acho que é aí que está o problema, o cara tinha que abandonar a carreira de Rapper, pois quando tenta a música, dá certo. Apesar de duas faixas interessantes, o trabalho mais parece trilha sonora de filme. Não aconselho. Vou insistir e em breve posto outro CD dele aqui.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

The Fray



Estou de volta!

The Fray é uma banda de Rock Alternativo de Denver, Colorado. A Banda é mundialmente conhecida pelo single "Over My Head (Cable Car)", que ficou entre os 10 primeiros colocados na "Billboard Hot 100" (programa de rádio), e nos primeiro colocado em Canadá, Australia e Nova Zelandia. A banda ficou mais conhecida com o single "How To save a Life", que foi muito mais conhecida na América do Norte. Dessa música, eles lançaram o seu primeiro album "How to Save a Life", que se tornou o melhor album digital vendendo muitas copias, chegando a 1,3 bilhões de vendas.

The fray foi lançada em 2002, e seus integrantes atuais são: Isaac Slade, o vocalista e o pianista, Joe King na guitarra e nos vocais, Dave Galês na guitarra, e Ben Wysocki na bateria.

O som é uma mistura de Cold Play, U2, e Counting Crows. Some-se a isso boa dose de personalidade da banda. Excelente som!

domingo, 19 de agosto de 2007

Death Cab For Cutie



Perambulando por aí, embarrei cm uma banda que tem um nome muito estranho. Death Cab for Cutie. Resolvi baixar um CD deles, Plans. Muito bom! A cosntrução melódica e harmônica é muito bem pensada. Arranjos bem colocados e o principal. A banda tem dinâmica. Acabei baixando a discografia. Aqui vou destacar, além do Plans, o último e excelente CD Transatlanticism vale ouvir!

Abaixo um pouco da história da banda:
Origem: Bellingham (EUA)

Integrantes: Ben Gibbard (vocal, guitarra), Christopher Walla (guitarra), Nick Harmer (baixo) e Jason McGerr (bateria).

Início: 1997 com o álbum (em cassete) "You Can Play These Songs With Chords"

Estilo: indie pop rock

Álbuns: "You Can Play These Songs With Chords" (1997), "Something About Airplanes" (1998), "We Have the Facts and We're Voting Yes" (2000), "The Photo Album" (2001), "Transatlanticism" (2003) e "Plans" (2005)

Sucessos: "The Sound of Settling" ("Transatlanticism"); "A movie Script Ending" ("The Photo Album"); "Crooked Teeth", "Soul Meets Body" ("Plans")

Destaques: O álbum "Plans" vendeu cerca de 90 mil cópias em sua primeira semana de lançamento e estreou no quarto lugar do Reino Unido. O grupo recebeu uma indicação ao Grammy de Melhor Álbum Alternativo de 2005. No mesmo ano, lançou o DVD "Drive Well, Sleep Carefully - On the Road with Death Cab for Cutie".

Curiosidade: O projeto do grupo começou quando Ben Gibbard ainda era estudante de engenharia em Bellingham. "Death Cab for Cutie" é o nome de uma música do álbum "Gorilla" (1967), da banda "Bonzo Dog Doo-Dah Band".

Site Oficial: www.deathcabforcutie.com

Comunidade no Orkut:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=936

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Smashing Pumpkins - Zeitgeist


Cdzinho safado ! Esses caras fizeram um certo "sucesso" no início dos anos 90, têm uma ótima música chamada "1979", mais uma coisa ou outra interessante, que outro dia comento por aqui, e só! A vocal é marcante mas o som é repetitivo e sem novidades. Talvez os fãs fervorosos gostem, se não for este o caso, é perda de tempo.

Capital Inicial - Eu Nunca Disse Adeus



Comecei mal, logo pela música “18”. Ela soa no mínimo falsa. Os caras estão beirando os 50 e cantam uma música que diz: “parece que acabei de chegar, tenho 18 e nem sei por onde começar”, fala de festa, acabou a bebida, os vizinhos vão reclamar, etc... Quase, quase desisti. Mas aí veio a “Altos e Baixos”, ótima! “Aqui”, “Eu e Minha Estupidez”, “Eu Nunca Disse Adeus”, e lá estava o bom e velho Capital, totalmente descartável, mas era Capital Inicial, e aí eu volto no tempo, sei lá em que ano (85 talvez), no primeiro show que fui do Capital, quando “Música Urbana” nem famosa era, numa casa chamada Metrópolis em São Conrado, torcendo para não ser barrado, para tentar explicar porque eu gosto deles. As lembranças da minha vida andam lado a lado com o som do Capital Inicial, então mesmo que seja pela razão errada, é difícil não gostar!

Bloc Party - Silent Arm


Lançado em fevereiro de 2005, o Cd Silent Arm ficou, infelizmente, dois anos e meio longe do meu conhecimento. A banda inglesa Bloc Party faz um som inacreditável. Pesado, inglês e autêntico. o som remete, ao longe, The Cure, The Clash, soa meio punk, mas não é. As duas primeiras músicas são dois socos na cara "Like eating grass" e "Helicopter" são o cartão de visitas da banda. A faixa 4 "Banquet" tem uma guitarra regulada à la "The Forest" (Cure), e por aí o Cd segue com uma produção cuidadosa e recheada de detalhes interessantes. O Cd fecha com "Compliments" que mostra o descompromisso da banda com padrões pré estabelecidos , lentinha e com uma cara de "invisible sun" (police).A surpresa final fica por conta do vocalista (Kele Okereke)
que tem voz de branquelo inglês e cara de Tracy Chapman.
Eles só fazem reforçar minha admiração pelo Rock Inglês. Recomendo o CD para qualquer um que goste de novidade e boa música. Ouça alto !

sábado, 11 de agosto de 2007

Aqualung - Strange and Beutiful


Aqualung é Matt Hales, britânico e com um som baseado em Radiohead, Coldplay porém, o Cd é bem diferente das coisas que tocam hoje em dia, viaja numa falsa calma mas carrega uma tensão constante. É outro Cd que tive que vencer meus preconceitos, pois é todo "piano-based" e prefiro "guitar-based", mas é bom, aliás muito bom ! A voz do cara é meio rouca e boa de ouvir. (quem quiser veja a historinha em http://blog.myspace.com/index.cfm?fuseaction=blog.view&friendID=18709984&blogID=265238102&Mytoken=5EE4A0A5-EA6C-4C28-96556EEE56DF7A4171539417).

Destaque para a faixa 5 - Breaking my heart e a 7 - Left Behind. É só conferir !!
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